23 março 2014

Mais um destino


Destino: Vancouver (British Columbia, Canada)
Motivo: Trabalho

Bom, não será o próximo destino, mas será em breve, então vamos logo escrever um pouco sobre ele. 

Eu já tinha decidido há tempos que não ficaria aqui durante a Copa. Mas como Deus sempre está ao meu lado, providenciou que eu não pagasse essa viagem. A escola onde eu trabalho vai enviar um grupo de alunos para um rápido intercâmbio em Vancouver, Canadá, e eu vou acompanhando eles. Bom pra mim! Bom não: perfeito!

E começamos os preparativos para essa viagem tirando o visto. O visto para o Canadá é um dos mais simples. E, recentemente, eles facilitaram mais ainda. Agora, o seu visto terá a mesma validade que o seu passaporte.

Não existe entrevista. Você pode contactar qualquer agente de viagem, preencher um ficha (com dados básicos), anexar seu passaporte e duas fotos 3x5 e enviar para o Consulado do Canadá que fica em São Paulo. Eles levam cerca de um mês para enviar seu passaporte de volta com o seu visto. Se você for um cara muito sem sorte, eles pedirão complementação de sua documentação, por isso solicite o seu visto com um bom tempo de antecedência, caso algo dê errado. Entre taxa consular, despachante e custos com o correio, você deve gastar cerca de R$ 700,oo (valores de hoje). Claro que se você estiver em São Paulo, pode ir direto lá com os documentos e economizar um pouquinho.

A documentação é a mesma de sempre: contra-cheques, extratos bancários, declaração do imposto de renda, certidões de casamento e de nascimento de filhos. No formulário que vai preencher, deve constar ainda todos os dados de seus irmãos (achei esquisito, mas é isso aí...) e pais (nome completo, data de nascimento, profissão e endereço).

Se você for estudar, além desses documentos básicos (que comprovam que você tem dinheiro para pagar sua viagem e se sustentar no Canadá no período que estiver lá e que tem vínculos que lhe prendem ao Brasil), precisará apresentar também uma carta de custódia, que é emitida pela instituição onde você estudará. Esse documento, a própria agência que está tratando do seu intercâmbio providenciará. Se você está em busca de uma agência legal, procure a ETC. Aqui em Salvador a dona se chama Thais e é maravilhosa!

Por enquanto é o que tenho sobre os preparativos. Mas não esperem muita coisa do Canadá não... Já estive em Vancouver e é picolé de chuchu...

(Se quiser ler mais sobre outros tipos de visto para o Canadá, dá uma olhada na página da Embaixada deles aqui na net: Embaixada do Canadá no Brasil)

22 março 2014

Morro de São Paulo

Destino: Morro de São Paulo (Bahia, Brasil)
Motivo: Descansar

Morro em Salvador há tanto tempo e pouco vou a Morro de São Paulo. O lugar é bonito. As praias são muito mais bonitas do que qualquer uma do Ceará, mas nunca registrei nada sobre o local. E como tudo tem uma primeira vez, vamos lá.

Um amigo saiu de férias e decidiu passar um final de semana em Morro de São Paulo, já que estava proibido pelo médico de pegar avião. Me chamou e eu fui.

Não há muito o que planejar para ir para Morro de São Paulo. Mesmo se você não fizer qualquer reserva, vai conseguir chegar lá e arrumar hospedagem sem muitos problemas (desde que não seja em datas festivas como Carnaval, Ano Novo...)

Existem duas formas de você chegar em Morro: a mais longa e a mais curta.

Na mais longa (e mais barata), você pega um ferry boat no terminal de São Joaquim (cidade baixa), de lá pega um ônibus até Valença e então um dos barcos até Morro de São Paulo. Outra opção é pegar uma lancha, no lugar do ferry boat, até Mar Grande (esta lancha você pega no terminar marítimo de Salvador, que fica em frente ao Mercado Modelo). De Mar Grande, um ônibus até Valença. Esse trajeto todo não leva menos de 4 horas.

Se estiver com o bolso mais mais cheio pode pegar um catamarã também no Terminal Marítimo. Custa mais caro que a opção anterior mas te leva direto para lá. A empresa Bio Tur faz essa travessia e você pode fazer reserva on line. A travessia é dentro da baia de todos os santos, mas nem por isso significa que sempre será tranquila. Se seu estômago não é muito bom para o mal del mer (como diria Poirot) tome algum medicamente antes. Para mim o melhor lugar de viajar é na frente do catamarã, mas significa que você chegará absoluta e totalmente molhado. O mar bate o tempo todo, mas a vantagem é que além de fotos fantásticas, o enjôo não bate. 

 (Farol da Barra e Edifício Oceania)

(Salvador, visto do Caramarã)

A viagem de catamarã dura entre 2 e 3 horas, a depender de como esteja o mar. Você chega em Morro e ao desembarcar precisa pagar logo uma taxa de R$ 15,00 reais que é de preservação ambiental. De cara, tem uma ladeira enooooorme para subir. Se a preguiça for grande, pode contratar um "taxi".  Esses "taxis" são carrinhos de mão que levam suas malas para onde você quiser.

(Olha a ladeira que você enfrenta logo de cara)

Morro de São Paulo é uma ilha. Carro é proibido. Até mesmo bicicletas são proibidas na maior parte da ilha. Você vai a todo lugar a pé. É uma delicia! Só não é tão bom assim quando você dá de cara com uma cobra no meio da rua... Não passei por isso, mas meu amigo passou, e eu posso garantir que não foi uma experiência nada, nada agradável meeeeeeesmo!

Subindo a ladeira você chega a igreja do local. Colocaram um neon vermelho na porta, mas eu não quero ser herege e não contarei o que pensei quando vi... A igrejinha é bem normal... Não é feia, mas também não tem qualquer atrativo.

 (Igreja por fora)

(E por dentro)

Pronto! Você já está na ilha. Pode começar a escolher onde quer se hospedar (mas pode fazer a sua reserva antes, on line mesmo). Hoje, a ilha tem tudo. Até wifi nas pousadas. Se estiver chovendo toda a água do mundo e você ficar com preguiça de sair, pode assistir Doctor Who na Netflix sem problemas. Celular e seu seu 3G funcionam normalmente. Você não estará desconectado.

Opções de restaurantes também não faltam. Todo tipo de comida (e preços). Comemos e recomendamos o "Ponto G". O restaurante pertence a italianos, então a massa é maravilhosa. Alias, só peçam massa. Pedimos filé e nos arrependemos. O tempero estava ótimo, mas a carne meio dura. Mas as massas são perfeitas. Pode pedir qualquer uma.

Na praça principal (e única...) a noite (quando o mundo não está se acabando em água) existem algumas barraquinhas de artesanato, de bebidas (batidas e roskas com quase todas as frutas do mundo), e beiju. Nesta praça ainda existem dois casarões. O mais famoso deles hoje é uma pousada, mas não se arrisquem nela. Apesar da posição privilegiada, a sujeira toma conta, então não se hospede ali. O outro casarão virou uma pizzaria. O preço é bom, e a depender de sua fome, a pizza também. Esses dois casarões ficam na praça, logo ao lado do portal que você vê abaixo. Essa é a entrada para a Rua da Fonte, também conhecida como Fonte do Imperador. Tem esse nome, como você pode imaginar, porque lá o nosso Dom Pedro tomou banho com sua amante, Domitila de Castro (a famosa Marquesa de Santos... - Agradecimentos a Dja que me lembrou o nome dela).



A Fonte em si é horrível, mas o som de água corrente é sempre uma delicia. Várias pousadas por lá também. Se tiver sorte, fique em uma em frente a fonte. Acredito que deve ser muito bom dormir ouvindo aquele som.

Hoje em dia todas as ruelas são pavimentadas. Quase uma Praia do Forte, mas sem tanto glamour. Um lugarejo agradável (se não fosse a porra da cobra!!!!!)

Bom, o meu final de semana foi com muita, muita, muita chuva. Mas nem por isso deixou de ser gostoso e "emocionante". Nosso quarto foi invadido por um animalzinho desconhecido e obediente: quando dissemos "fora", ele saiu. Tentamos tirar foto mas não conseguimos. Ou melhor: até conseguimos mas ficou feia:


E nem dá pra saber que bicho é...

A chuva ajudou muito a gente porque Morro de São só tem praia... E praia caaaaansa... Então, chovendo, a gente teve que descansar um pouquinho... Olha o toró (visto da nossa varanda):


Em nossas andanças, descobrimos que tem em teatro em Morro. E até ia ter uma apresentação, mas a chuva não deixou a gente ir ver a apresentação. Apesar de termos encontrado o Teatro, não achamos a famosa Pousada "Escorregue no Reggae". Mas registramos o teatro e uma das placas indicativas da Pousada. Aliás, vale lembrar que existem também vários Hostels muito bonitos e bem equipados (mas antes de se empolgar, lembre-se que no hostel o banheiro é coletivo e não tem frigobar no quarto. Desculpe, mas estou velha e esses pequenos confortos fazem a diferença para mim).



Para sair de Morro de São Paulo, volte ao mesmo lugar onde chegou. Existem ruínas de um velho forte, mal cuidado e ótimo para fumar maconha (até porque esse é o esporte mais praticado em toda a ilha). Fique lá curtindo uma sombra até o horário do catamarã ou vá ao Hotel que fica lá, beber uma água (mas não se hospede. Apesar de ser muito bom, você teria que subir aquela ladeira terrível cada vez que quisesse fazer algo na ilha e isso não é de Deus).

Por fim, se você gosta de praia, tem algumas... E são bonitas. Mas eu queria mesmo era ficar com meu amigo.







PS - Será que Glória Valadares agora descobre quem foi comigo pra Morro de São Paulo?

04 março 2014

Postagem de carnaval


Meu carnaval teve um pouco de tudo: mão queimada, série de TV, viagem (planejamos o lugar e fomos parar em outro), livros maravilhosos, música (afinal é carnaval...), gripe foooorte, e até mesmo o início do planejamento da viagem do fim do ano. Para mim, tudo perfeito!

Uma última reflexão de final de carnaval: encontrei um blog chamado Andarilhos do Mundo e me apaixonei. Eles tem uma alma de viajantes, como eu. E, diferente de mim, viajam demais! Queria ter a disponibilidade deles (e o dinheiro também!) para viajar tanto assim. Eles possuem textos fantásticos como por exemplo a diferença entre Viajante e Turistas. Em outros textos eles simplesmente mencionam coisas que eu já defendo a tanto tempo e que nunca encontrei adeptos (tipo: não suba na Torre Eiffel e sim na Notre Dame). Eu ia lendo e me reconhecendo. 

Que bom que eu não a única. Mesmo sem ter encontrado companheiros como eles (que pensam  o ato de viajar da mesma forma que eu), vou seguindo meu passinho. Indo quando dá para ir, mas indo. Preferindo não ter sofá na sala para juntar dinheiro para a passagem do fim de ano. Escolhendo dois dias em NY do que uma semana em um resort em Maceió. Um semana em Paris do que o Carnaval em Natal. 

E a vida segue em frente, até o próximo embarque.