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12 julho 2014

Voando para Vancouver

Destino: Vancouver (British Columbia, Canadá)
Motivo: Trabalho

 Algumas considerações sobre o Canadá. Eu já disse aqui anteriormente que o Canadá (ou pelo menos Vancouver) é picolé de chuchu (não tem gosto de absolutamente nada), mas para você que é teimoso e quer ir mesmo assim, algumas coisas sobre Vancouver.

Eu moro em Salvador, e não tem vôo direto para Vancouver nem para nenhuma outra parte do Canadá. Se você tiver um visto dos Estados Unidos, pode tentar uma passagem aérea via EUA. Mesmo que seja só uma escala, você precisará ter um visto válido para os EUA. Se você não tiver, o jeito é ir para São Paulo e pegar um vôo da Air Canada para Toronto. Interessante que o avião que faz o trecho Guarulhos / Toronto é um Boing 767-300; já o trecho Toronto / Vancouver é feito por um Boing 777-300 ou Airbus A320. Estes dois últimos são infinitamente mais confortáveis do que o primeiro, que é o que faz o maior trecho. Não, não me perguntem o motivo, mas você passa cerca de 10 horas naquela latinha de sardinhas... Todo apertadinho (a menos que vá de executiva... mas isso é uma outra conversa. Fica para a minha próxima encarnação...) Pelo menos o entretenimento a bordo é bem legal. Os filmes são bem atuais e possui também clássicos que você vai adorar assistir de novo. Desta vez, entre outros, assisti "Meia Noite em Paris" para fazer o vôo passar mais rápido, achando que eu estava indo para Paris.

O catering da Air Canada não é dos melhores. Eu diria que é apenas aceitável. Acho melhor levar algo a mais para ir beliscando. Tive um monstrinho/aluno que pediu e conseguiu ser servido três vezes no jantar e no café da manhã. Não acho que mereça bis, nem mesmo que você esteja com fome. Tive uma queda de pressão que acredito que tenha sido por demorar muito entre uma alimentação e outra. Fica o aviso: leve algo para comer. 

Nos vôos domésticos da Air Canada o catering é pago. E só aceitam cartão de crédito. Com o IOF aqui no Brasil lá no céu (6,38%), não acho legal você estar pagando lanchinho com cartão de crédito, não é? Guenta mais um pouco e deixa pra comer no próximo aeroporto, ou capricha no lanche que você vai levar. Além disto, esses vôos domésticos possuem também filmes a bordo, mas vale lembrar que neste caso você deve utilizar o seu fone de ouvido, ou comprar a bordo. Também só é vendido por cartão de crédito.

A folhinha do Canadá. Nunca soube o nome...

No próximo post falo do que tem para ver e fazer em Vancouver.

Transporte em Vancouver

Local: Vancouver (British Columbia, Canadá)
Motivo: Trabalho

Acabei de chegar de Vancouver. Aos poucos, a medida que o meu tempo permita, vou escrevendo um pouco sobre a cidade. Vou começar por um ponto mega positivo de lá: o transporte público. Aliás, o trânsito lá é meio louco... Os cruzamentos são estranhos, mas como não há nenhuma necessidade de alugar um carro, não vamos nos preocupar com isso.

Bom, o transporte lá se divide em Skytrain (metrô), ônibus e Sea Bus (um catamarazinho para atravessar a baia). O Skytrain possui apenas três linhas interligadas entre si. Mas existem em várias estações baias de ônibus, ou seja, você está sempre bem servido. Vancouver é dividida em várias outras "cidades" ou bairros. Cada um deles forma uma zona específica de transporte público. Dentro de uma mesma zona você circula (obviamente!) com um bilhete de zona 1. Se for de uma zona para outra, então precisa de um bilhete de zona 2. Se for passar por 3 zonas, um bilhete de zona 3 e assim sucessivamente. 

Minha galera no Skytrain

O centro da cidade (downtown) fica dentro da zona de "Vancouver". Se você ficar em Burnaby, Richmont ou North Vancouver (outras "cidades") deverá usar o bilhete de duas zonas para ir para o Centro da Cidade. 

Você deve comprar ou validar o seu bilhete no primeiro transporte que for pegar. A partir deste momento, ficará registrado o tempo de validade daquele seu bilhete (uma hora e meia). Você pode pegar quantos transportes públicos quiser com esse mesmo bilhete dentro deste prazo.

Tudo é  muito organizado e limpo. E os horários são cumpridos. Não tão rigorosamente como na Inglaterra, mas nada que mereça sem mencionado.

Nos ônibus  você deve pegar uma tabela de horários que lhe informará até que horas o seu ônibus circulará. O Skytrain funciona até 1 da manhã, mas sempre verifique.

Se o seu primeiro transporte vai ser um ônibus, tenha moedas pois os ônibus não aceita cédulas. Se for o Skytrain, todas as estações possuem máquinas que você pode comprar o seu bilhete com cédulas. Se você utilizou um bilhete de apenas uma zona e quer ir para outra zona, essas mesmas máquinas lhe dão a opção de acrescentar tarifa (add fare). Você coloca o seu bilhete de uma zona e paga a diferença nesta máquina, que lhe dará um bilhete de duas zonas. Essas máquinas também aceitam cartões de débito e crédito.

Luana pensando na vida no Seabus

Existe um linha de Skytrain que sai do aeroporto e vai até a estação Waterfront, onde você pode pegar uma outra linha para qualquer outro lugar, ou mesmo um ônibus. Tudo muito simples, embora as placas não sejam tão claras de inicio (elas colocam "eastbound" e "westbound" para saber que direção você vai tomar). Se você estiver chegando em Vancouver pela primeira vez, não vai saber para que lado é "east" ou "west". Mas gaste um tempinho vendo os mapas espalhados pelas estações que você rapidamente se orientará.

Outra coisa importante: guarde o seu bilhete devidamente validado durante todo o seu tempo de transporte até o seu ponto final. Você poderá se solicitado a mostrá-lo por agente da companhia de transporte ou até mesmo por policiais. Se não estiver com ele, se prepare para a multa, ou coisa pior....

Quanto a valores, é melhor dar uma olhada no site da translink porque isso pode mudar (desta vez - julho 2014 - o bilhete de uma zona estava por U$2,75 e o de duas zonas U$4). Existem possibilidades de se comprar o passe mensal, que sai muito mais em conta, ou bloquinhos com 10 passes, que sai um pouco mais barato do que ficar comprando por unidade.

Ah! Mais uma. Você pode também optar em comprar uma passagem em um ônibus chamado '"Hop in, hop off". É aquele famoso ônibus que quase todas as cidades turísticas possuem, onde você paga uma passagem única e circula a cidade, podendo descer e subir do ônibus quantas vezes quiser. Esse ônibus você pega bem próximo a estação Waterfront, e um lugar chamado "Canada Place". Lá existem várias opções turísticas diferenciadas que você pode fazer (tipo passear em um hidroplano...) Tudo vai depender de sua disposição e do seu bolso.

Bom, em breve conto mais coisas de Vancouver... Aguarde...

05 abril 2014

Fringe

Local: Curitiba (Paraná, Brasil)
Motivo: Trabalho


No último final de semana fui a Curitiba participar da Mostra Baiana no Fringe. O Fringe é (atualmente) o maior festival de teatro do Brasil. A Bahia participa da mostra principal, mas a nosso riqueza cultural é tão grande que desde o ano passado a Bahia participa de forma muito mais ativa, com uma mostra só sua. Este ano a curadoria foi de Lázaro Ramos e contou com 8 espetáculos. Eu estava na produção de um deles (Entre Nós).

Meus meninos de ENTRE NÓS passando a luz.

Pela primeira vez voei pela Azul e amei! A empresa conta com Comissários para lá de atenciosos! O catering não é maravilhoso, mas pelo menos ele existe! Sistema de video individual, com boa programação. O meu vôo teve uma escala em Congonhas, mas mesmo nessa escala, tudo foi rápido, com muita eficiência.

A volta foi pela Avianca. O catering foi um pouco melhor que o da Azul, mas tudo muito simples também. O sistema de vídeos não era individual e a tripulação não era tão atenciosa quanto na Azul, mas nada a reclamar também. Fiz uma conexão em Brasília. O caos tomava conta por causa das obras no aeroporto. Muitos vôos, e quase tudo feito através de acesso remoto. Estava tudo tão confuso que o sistema de som era quase que ininterrupto. Rezemos para que isso tudo termine logo.

O aeroporto de Curitiba fica um pouco distante do centro da cidade, então se programe para essa demora. O trajeto é sempre bem engarrafado, segundo nossa guia, Thelma, que estava responsável pela equipe de "Entre Nós" e de outras equipes da Mostra Baiana. Realmente, demoramos cerca de 1 hora até chegar em meu hotel, e com pouco engarrafamento. A volta foi um pouco mais rápida porque foi as 7 da manhã, mas não arrisque. Saia cedo!


Curitiba é muito limpa. O transporte público incluído nisso aí. Mas é uma cidade grande no Brasil, e isso significa que é violenta. Segundo os taxistas locais, é muito violenta. Eu acredito que é violenta, mas como qualquer outra cidade brasileira. Tenha os mesmos cuidados que você teria em sua cidade (não sair sozinho, não entrar onde não conhece, não descuidar de objetos pessoais, etc e etc). Aliás, os taxistas foram todos muito atenciosos e sempre nos deram boas dicas. 




Se quiser andar de ônibus, também rola. O sistema é ótimo e eficaz! Ficamos encantados em ver que o ônibus sempre parava do lugar certo para o encaixe na plataforma. Imaginamos que se fosse aqui, o ônibus, além de não acertar o encaixe, iria facilmente levar a plataforma junto... Essas estações funcionam super bem e são super ventiladas e até refrigeradas. Tudo muito limpo e organizado! Show de bola!

Como já acontece em algumas capitais, existe um ônibus de turismo que te leva aos principais pontos de interesse da cidade. Custa R$ 30,oo e você paga diretamente ao motorista. Você pode deixar o ônibus e voltar a pegá-lo por até 4 vezes. Ao efetuar o pagamento, você recebe os tiquetes que te dão esse direito de novo embarque. Passam a cada 30 minutos. Bom, não conseguimos pegar esse ônibus porque passou lotado, mas, se você está a passeio (e com mais tempo que nós que estávamos trabalhando) pode esperar e pegar o próximo, ou então (já que tudo é festa), pegue esse mesmo que esteja cheio.



Com a nossa falta de tempo, escolhemos ir somente ao Jardim Botânico. Se você está a passeio, vá com tempo e relaxe por lá. É extremamente limpo! Um grande verde no meio da cidade. A estufa que fica ao centro do Parque é o ponto que identifica Curitiba. Não espere muita coisa. É verde e limpo. Não está mal cuidado, mas também ainda falta muito para ser um parque perfeitamente cuidado. Falta poda e cuidados com ervas daninhas. A estufa também é um grande engodo... É mais bonita na foto mesmo... Dentro é extremamente sem graça, com plantas amontoadas... E o piso é horrível de se andar... Bom, vá lá para descansar a sombra, ou só para tirar fotos nesse que é o emblema de Curitiba. Pronto! Já é o máximo que você vai conseguir. 



A rua 24hs ficava bem perto do nosso hotel, então resolvemos dar uma andadinha por lá. 

É bonitinha, como vocês podem ver, mas é só isso mesmo. Tem uma parte de alimentação bem legal (inclusive com Subway)

Meus meninos se divertindo em um café da Rua 24hs
Em dois dias você consegue conhecer tudo. Saia em uma sexta a tarde (voos da TAM ou GOL saem de Salvador a tarde e chegam as 22hs) e volte na segunda de manhã. Dá para conhecer tudo sem problema. No aeroporto existe ainda aquele serviço de ônibus tipo executivo que te leva até o centro. Super barato (R$ 12,oo) mas o trajeto é restrito, parando apenas em poucos pontos. Verifique se seu hotel fica próximo ou então pegue um taxi, principalmente se chegar a noite. Clique aqui e veja o trajeto do ônibus. Só para lembrar, existe um site que te ajuda a calcular o valor da tarifa de taxi do aeroporto até o seu hotel (e dentro da cidade). Claro que os valores são apenas uma ideia para você. Sempre calcule pelo menos 10% a mais do que o valor dado pelo site. O site é o Taxi Fare Finder. Infelizmente a cidade de Curitiba ainda não está coberta pela site, mas deixe ele anotado aí porque sempre é bem útil.

Bom, como eu já disse, eu estava trabalhando. A viagem foi rápida e só tenho essas dicas mesmo. Deixa para a próxima...

PS - E como eu estava trabalhando na Mostra Baiana no Fringe, aproveitei e cliquei o espetáculo "O Circo de Soleinildo" de Vitória da Conquista.




23 março 2014

Mais um destino


Destino: Vancouver (British Columbia, Canada)
Motivo: Trabalho

Bom, não será o próximo destino, mas será em breve, então vamos logo escrever um pouco sobre ele. 

Eu já tinha decidido há tempos que não ficaria aqui durante a Copa. Mas como Deus sempre está ao meu lado, providenciou que eu não pagasse essa viagem. A escola onde eu trabalho vai enviar um grupo de alunos para um rápido intercâmbio em Vancouver, Canadá, e eu vou acompanhando eles. Bom pra mim! Bom não: perfeito!

E começamos os preparativos para essa viagem tirando o visto. O visto para o Canadá é um dos mais simples. E, recentemente, eles facilitaram mais ainda. Agora, o seu visto terá a mesma validade que o seu passaporte.

Não existe entrevista. Você pode contactar qualquer agente de viagem, preencher um ficha (com dados básicos), anexar seu passaporte e duas fotos 3x5 e enviar para o Consulado do Canadá que fica em São Paulo. Eles levam cerca de um mês para enviar seu passaporte de volta com o seu visto. Se você for um cara muito sem sorte, eles pedirão complementação de sua documentação, por isso solicite o seu visto com um bom tempo de antecedência, caso algo dê errado. Entre taxa consular, despachante e custos com o correio, você deve gastar cerca de R$ 700,oo (valores de hoje). Claro que se você estiver em São Paulo, pode ir direto lá com os documentos e economizar um pouquinho.

A documentação é a mesma de sempre: contra-cheques, extratos bancários, declaração do imposto de renda, certidões de casamento e de nascimento de filhos. No formulário que vai preencher, deve constar ainda todos os dados de seus irmãos (achei esquisito, mas é isso aí...) e pais (nome completo, data de nascimento, profissão e endereço).

Se você for estudar, além desses documentos básicos (que comprovam que você tem dinheiro para pagar sua viagem e se sustentar no Canadá no período que estiver lá e que tem vínculos que lhe prendem ao Brasil), precisará apresentar também uma carta de custódia, que é emitida pela instituição onde você estudará. Esse documento, a própria agência que está tratando do seu intercâmbio providenciará. Se você está em busca de uma agência legal, procure a ETC. Aqui em Salvador a dona se chama Thais e é maravilhosa!

Por enquanto é o que tenho sobre os preparativos. Mas não esperem muita coisa do Canadá não... Já estive em Vancouver e é picolé de chuchu...

(Se quiser ler mais sobre outros tipos de visto para o Canadá, dá uma olhada na página da Embaixada deles aqui na net: Embaixada do Canadá no Brasil)

22 março 2014

Morro de São Paulo

Destino: Morro de São Paulo (Bahia, Brasil)
Motivo: Descansar

Morro em Salvador há tanto tempo e pouco vou a Morro de São Paulo. O lugar é bonito. As praias são muito mais bonitas do que qualquer uma do Ceará, mas nunca registrei nada sobre o local. E como tudo tem uma primeira vez, vamos lá.

Um amigo saiu de férias e decidiu passar um final de semana em Morro de São Paulo, já que estava proibido pelo médico de pegar avião. Me chamou e eu fui.

Não há muito o que planejar para ir para Morro de São Paulo. Mesmo se você não fizer qualquer reserva, vai conseguir chegar lá e arrumar hospedagem sem muitos problemas (desde que não seja em datas festivas como Carnaval, Ano Novo...)

Existem duas formas de você chegar em Morro: a mais longa e a mais curta.

Na mais longa (e mais barata), você pega um ferry boat no terminal de São Joaquim (cidade baixa), de lá pega um ônibus até Valença e então um dos barcos até Morro de São Paulo. Outra opção é pegar uma lancha, no lugar do ferry boat, até Mar Grande (esta lancha você pega no terminar marítimo de Salvador, que fica em frente ao Mercado Modelo). De Mar Grande, um ônibus até Valença. Esse trajeto todo não leva menos de 4 horas.

Se estiver com o bolso mais mais cheio pode pegar um catamarã também no Terminal Marítimo. Custa mais caro que a opção anterior mas te leva direto para lá. A empresa Bio Tur faz essa travessia e você pode fazer reserva on line. A travessia é dentro da baia de todos os santos, mas nem por isso significa que sempre será tranquila. Se seu estômago não é muito bom para o mal del mer (como diria Poirot) tome algum medicamente antes. Para mim o melhor lugar de viajar é na frente do catamarã, mas significa que você chegará absoluta e totalmente molhado. O mar bate o tempo todo, mas a vantagem é que além de fotos fantásticas, o enjôo não bate. 

 (Farol da Barra e Edifício Oceania)

(Salvador, visto do Caramarã)

A viagem de catamarã dura entre 2 e 3 horas, a depender de como esteja o mar. Você chega em Morro e ao desembarcar precisa pagar logo uma taxa de R$ 15,00 reais que é de preservação ambiental. De cara, tem uma ladeira enooooorme para subir. Se a preguiça for grande, pode contratar um "taxi".  Esses "taxis" são carrinhos de mão que levam suas malas para onde você quiser.

(Olha a ladeira que você enfrenta logo de cara)

Morro de São Paulo é uma ilha. Carro é proibido. Até mesmo bicicletas são proibidas na maior parte da ilha. Você vai a todo lugar a pé. É uma delicia! Só não é tão bom assim quando você dá de cara com uma cobra no meio da rua... Não passei por isso, mas meu amigo passou, e eu posso garantir que não foi uma experiência nada, nada agradável meeeeeeesmo!

Subindo a ladeira você chega a igreja do local. Colocaram um neon vermelho na porta, mas eu não quero ser herege e não contarei o que pensei quando vi... A igrejinha é bem normal... Não é feia, mas também não tem qualquer atrativo.

 (Igreja por fora)

(E por dentro)

Pronto! Você já está na ilha. Pode começar a escolher onde quer se hospedar (mas pode fazer a sua reserva antes, on line mesmo). Hoje, a ilha tem tudo. Até wifi nas pousadas. Se estiver chovendo toda a água do mundo e você ficar com preguiça de sair, pode assistir Doctor Who na Netflix sem problemas. Celular e seu seu 3G funcionam normalmente. Você não estará desconectado.

Opções de restaurantes também não faltam. Todo tipo de comida (e preços). Comemos e recomendamos o "Ponto G". O restaurante pertence a italianos, então a massa é maravilhosa. Alias, só peçam massa. Pedimos filé e nos arrependemos. O tempero estava ótimo, mas a carne meio dura. Mas as massas são perfeitas. Pode pedir qualquer uma.

Na praça principal (e única...) a noite (quando o mundo não está se acabando em água) existem algumas barraquinhas de artesanato, de bebidas (batidas e roskas com quase todas as frutas do mundo), e beiju. Nesta praça ainda existem dois casarões. O mais famoso deles hoje é uma pousada, mas não se arrisquem nela. Apesar da posição privilegiada, a sujeira toma conta, então não se hospede ali. O outro casarão virou uma pizzaria. O preço é bom, e a depender de sua fome, a pizza também. Esses dois casarões ficam na praça, logo ao lado do portal que você vê abaixo. Essa é a entrada para a Rua da Fonte, também conhecida como Fonte do Imperador. Tem esse nome, como você pode imaginar, porque lá o nosso Dom Pedro tomou banho com sua amante, Domitila de Castro (a famosa Marquesa de Santos... - Agradecimentos a Dja que me lembrou o nome dela).



A Fonte em si é horrível, mas o som de água corrente é sempre uma delicia. Várias pousadas por lá também. Se tiver sorte, fique em uma em frente a fonte. Acredito que deve ser muito bom dormir ouvindo aquele som.

Hoje em dia todas as ruelas são pavimentadas. Quase uma Praia do Forte, mas sem tanto glamour. Um lugarejo agradável (se não fosse a porra da cobra!!!!!)

Bom, o meu final de semana foi com muita, muita, muita chuva. Mas nem por isso deixou de ser gostoso e "emocionante". Nosso quarto foi invadido por um animalzinho desconhecido e obediente: quando dissemos "fora", ele saiu. Tentamos tirar foto mas não conseguimos. Ou melhor: até conseguimos mas ficou feia:


E nem dá pra saber que bicho é...

A chuva ajudou muito a gente porque Morro de São só tem praia... E praia caaaaansa... Então, chovendo, a gente teve que descansar um pouquinho... Olha o toró (visto da nossa varanda):


Em nossas andanças, descobrimos que tem em teatro em Morro. E até ia ter uma apresentação, mas a chuva não deixou a gente ir ver a apresentação. Apesar de termos encontrado o Teatro, não achamos a famosa Pousada "Escorregue no Reggae". Mas registramos o teatro e uma das placas indicativas da Pousada. Aliás, vale lembrar que existem também vários Hostels muito bonitos e bem equipados (mas antes de se empolgar, lembre-se que no hostel o banheiro é coletivo e não tem frigobar no quarto. Desculpe, mas estou velha e esses pequenos confortos fazem a diferença para mim).



Para sair de Morro de São Paulo, volte ao mesmo lugar onde chegou. Existem ruínas de um velho forte, mal cuidado e ótimo para fumar maconha (até porque esse é o esporte mais praticado em toda a ilha). Fique lá curtindo uma sombra até o horário do catamarã ou vá ao Hotel que fica lá, beber uma água (mas não se hospede. Apesar de ser muito bom, você teria que subir aquela ladeira terrível cada vez que quisesse fazer algo na ilha e isso não é de Deus).

Por fim, se você gosta de praia, tem algumas... E são bonitas. Mas eu queria mesmo era ficar com meu amigo.







PS - Será que Glória Valadares agora descobre quem foi comigo pra Morro de São Paulo?

24 julho 2012

Vancouver


Como é que eu viajo por três semanas e não registro nada aqui??? Embora eu já esteja planejando as próximas (Sampa já está fechada; organizando Fortaleza - casório da Loris - , e Paris (básico!) no fim do ano), preciso pelo menos registrar essa passagem em Vancouver. A foto "oficial" dos pés já dá pra demonstrar que o negócio foi complicado. E animado...

Fui com 11 adolescentes, incluindo minha sobrinha Lais. Vamos combinar: sem eles, essa viagem teria sido picolé de chuchu, como tão bem definiu meu Dindo Lindo! Mas a delícia de participar da vida deles foi impagável! Até saí sem eles, mas devo confessar que tudo com eles tinham uma cor e sabor diferente. O mundo adolescente é muito mais bonito. Muito mais saudável. Muito mais delicioso. 

E delicioso foi conhecer melhor algumas figurinhas... Uma menina louca, louca de pedra, mas que em vários momentos, demonstrava uma segurança e uma determinação que fez ela se destacar em absolutamente tudo em que se metia. Um senso de liderança que muito me surpreendeu, mas que também me deixou muito feliz. 

Foram dias mágicos... As vezes, eu realmente me esquecia que eu não era adolescente também. Tive algumas atitudes de adolescente, provavelmente por estar tão absorta dentro daquele universo. Ou talvez por ter mesmo alma de adolescente, como já me disse uma vez uma psicóloga amiga.

O  melhor de Vancouver, entretanto, foi ter ganho um grande amigo. De verdade, começo a acreditar que eu gostaria de ganhar mais do que isso, mas ele não está preparado para o que eu gostaria que ele fosse (calma Momô! Não tou falando de namorado nem de marido, viu?)  Talvez essa amizade de hoje nem mais exista daqui há um ano... Talvez, daqui há um ano, ele seja só alguém com quem foi muito gostoso trocar mensagens de boa noite (todas as noites). Não importa o que ele seja daqui há um ano. Importa que eu o conheci, que hoje ele faz parte da minha história. Torcendo que daqui a um ano ele não seja só história...


27 junho 2012

Impressões sobre Vancouver




Impressões de Vancouver. Não vale a pena gastar dinheiro para vir conhecer. Ok, se você é daquelas pessoas absolutamente chatas a ponto de já ter se cansado de Paris, então venha a Vancouver, porque se você já conheceu o mundo todo e não tem mais aonde ir, volte a Paris, porque você não precisa conhecer Vancouver. Aliás, ninguém precisa!

Vancouver é uma cidade limpa. Não extremamente limpa. Apenas limpa. O centro (Downtown) é onde tudo acontece. Eu vim parar aqui porque minha escola enviou um grupo de alunos para estudar e eu vim junto como lider do grupo. Para estudar inglês a cidade vale a pena. Estamos na ILAC e a escola é tudo que promete! Alguma coisa positiva desta viagem!

Falando a verdade, positivo mesmo tem sido conhecer alguns dos alunos que vieram comigo. Estou basicamente com o grupo de adolescentes. Com exceção de Rebeca e Lais, todos os outros eu conhecia muito pouco, mas ficar junto deles tem sido o melhor dessa viagem! Matheus tem se revelado uma grata surpresa pois eu tinha uma imagem muito diferente dele, mas vamos deixar para falar dele e dos outros em outro post! Esse aqui é sobre Vancouver! (Mas ainda rola um post sobre esse assunto...)

A cidade tem muitos, muitos pedintes. Mendigos que não acabam mais. Em terra, ainda, uma quantidade incontável de orientais. Tantos que uma das comidas mais populares aqui é a japonesa. E, vale lembrar, que eu e meus alunos estamos todos hospedados em casa de filipinos.

Já no céu, sempre existe um hidroavião. A vontade é de sair imitando o Tatu da ilha da fantasia... Mentalmente eu sempre grito: "o avião, o avião, o avião!"

Estou em uma cidade jovem. Não sei exatamente quantos anos Vancouver possue mas não são suficientes ainda para criar uma cultura própria, ou ao menos uma comida típica que seja. Tudo aqui ou é americano ou oriental.O que mais se encontra aqui é Starbucks. Em todas as esquinas existe  um. Quando você menos espera, tem um Starbucks na sua frente. Além do Starbucks ainda existem dezenas de cafés, o que deixa a cidade consideravelmente mais charmosa, e isso a diferencia de São Paulo. Isso e tão somente isso... 

A noite, a horda de pessoas fumando toma a cidade, ou pelo menos Downtown. Além delas, outras pessoas junto aos seus bandos também feios, cada qual ao seu modo e estilo. Todos indo a clubs, igualmente sem sentidos, com música que me ferem os ouvidos! (e enquanto escrevo isso, começa a tocar Cole Porter no meu ipod, me confirmando que o que escrevo sobre a música que ouvi nos clubs faz todo o sentido do mundo!!!)

O transporte público é eficiente mas o Skytrain (metrô canadense) deixa a desejar pois suas estações não são bens sinalizadas. E não tem nenhum glamour, vale lembrar...

A paisagem, no geral, agrada: de um lado montanhas com o cume quase sempre com neve ou o Pacifico. Alguns parques (como o Stanley Park e o Queen Elizabeth) reforçam a bela paisagem. O Pacifico se mostrou mais uma decepção, mas quem está acostumada com o Porto da Barra é dificil se agradar com qualquer coisa!

Nada disso porém, faz valer a pena um voo de cerca de 20 hs... É só uma cidade "ticada" no meu mapa. Só isso!

19 fevereiro 2012

Tudo outra vez..




E aí que eu me vejo andando pela Paulista. Sem lenço e sem documento literalmente porque fiz o favor de bloquear o cartão ainda no aeroporto de Salvador. Mas, enfim, tava andando pela Paulista. De Ipod, como sempre, e começa a tocar "Recado a minha amada". A última vez que dancei isso foi com Maurício foi em plena Champs Elysée!!!! E devidamente filmados. Olha a dorzinha no coração... Mas desde o começo, ainda no aeroporto, eu já sabia que essa dor iria aparecer. Não sei porque, mas a porra do  coração já estava na França. Estranho, até porque eu gosto de Sampa e das companhias que  estou tendo aqui.

Mas tou comparando tudo: logo depois que ouvi a música, tudo o que eu queria era sentar e escrever. O problema era aonde. Não tem bancos ao longo da Paulista, e nem aqueles apaixonantes cafés que existem em cada esquina de Paris. Enfim, esperei abrir um shopping para sentar na praça de alimentação e escrever. Ce's la vie!!!!

Mas se eu tinha dúvidas de que o feriado iria ter cara de França, a minha chegada no aeroporto deveria ter me dado a dica do que me esperava: conheci um francês de Toulosse e passei o resto do dia com ele e foi muito bom. Delicia ouvir aquela lingua maravilhosa!

Ontem, andando de metrô, ficava comparando as estações. Tão acostumada com as estações charmosas e bem equipadas que fiquei sem conseguir sorrir. Não era a minha primeira vez no metrô de São Paulo, mas com certeza era a primeira vez com saudade de Paris e vendo o quanto Sampa é sem graça nos seus mínimos detalhes.

Aliás, não vamos falar de detalhes porque daí a história vai ficar feia... E eu tou começando a ouvir Paralamas... Se eu começar a entrar nos detalhes teria que ser sobre anfitriões e ouvindo Paralamas chega até a ser corvadia... E falta de elegância de um deles (aquela elegância intrínseca, a que nasce com você) já está quase me dando nos nervos...

"Eu tive fora uns dias numa onda diferente..." Deveria, mais uma vez ter ouvido meu coração, mas desde que entrei pra familia dos teimosos, o negócio tem ficado mais complicado...

PS - O texto foi de ontem... Hoje já tenho outros adendos, não mais positivos... MAM, Ibirapuera... O que  é que eu tou fazendo aqui? Perdi até a vontade de ir ver Bruno Motta..

PS 1 - E tudo que eu consigo cantar agora é "Há tempo, muito tempo que estou, longe de casa, e nessas ilhas cheias de distância, o meu blusão de couro se estragou..."

13 janeiro 2012

Férias de verdade


Depois de alguns anos tirei férias de verdade, dessas de dormir até tarde e ficar em casa sem fazer nada mesmo (o que tinha de trabalho eu deleguei ao Santo Pedro que cumpriu com muito louvor a sua missão!). Foram pouco mais de 20 dias, mas com direito a orgias de Star Wars, brigadeiro, Chardonnay, dormir até muuuito mais tarde e tudo o mais que temos direito nas férias!

Fui brincar de fazer nada com pessoas queridas, o que torna qualquer nada bem especial. Este post é só para lembrar a essas pessoas que o mais importante dessas férias foi poder ter o sorriso delas comigo. Foi muito bom dividir com vocês essas frases que só fazem sentido para gente mesmo:
  • Eu tomei remédio!
  • Amanha é dia de Louvre?
  • Amanhã vamos acordar cedo para ir a Versailles?
  • Quem compra o croissant de manhã é a "visita"!
  • Vamos beber Chardonnay?
  • Ainda tem creme de cebola!
  • Eu sou uma pessoa livre!
  • Ô ventinho bom...
  • Tá faltando presunto?
  • Porra! Todo mundo me deixa presa do lado de fora da casa!
  • Dona Coisinha, do croissant, é gente boa!
  • Coisinho do Supermercado me chama de "Ronaldinho"!
  • E eu vou lá ....
  • Tá acordada? Vâmo comer brigadeiro? Tô com fome!
  • Tá na hora dele escrever no molesquine. Ele é podre de chique!
  • A palavra é "liberdade": "Liberdade foi-se embora e a saudade no meu peito..."
  • A porta abre em 20 minutos.
  • A situação está TENSA!
 E tudo isso nem precisava ser em Paris! Mas foi!

PS - E que nosso 2012 seja do jeitinho que ele começou: com muita alegria e toda a elegância do mundo, afinal, nós MERECEMOS!

15 novembro 2011

Feriado, praia & outras cositas mas


O feriadão foi algo assim, tipo perfeito. Estou morta, mas feliz. In a nutshel, conheci uma casa perfeita de um artista plástico, lá no Santo Antônio. Três andares de puro charme. Encantadora e apaixonante. De quebra, fiquei amiga de dois dos moradores.

Tivemos ainda um concerto de harpa, que eu não sabia que iria me encantar tanto. Fiquei apaixonada. Totalmente embevecida. (Claro que rolou "O Indignado" de novo. É básico!)

Rolou ainda muita, muita praia mesmo. Praia como eu há muito não ia. Uma das praias escolhidas foi a Praia do Diogo, no litoral norte de Salvador. Que delicia! Um filial do Paraíso aqui na Bahia. Olhos verdes que me olhavam fixamente me davam a certeza de que aquela paz poderia durar por muito tempo.

Tá, no final sempre tem que ter uma baixariazinha para marcar... Fui trancada no banheiro... Mas, após algum tempo, fui resgatada... Mas essa ainda vai ter troco... Me aguarde...

Muita macarronada. Muito sorvete. Muita pititinga. Muita cocada. Muito acarajé. Muito beiju. Pouca cerveja (e deixando Binho bem orgulhoso. kkkkkkk)

Obrigada aos meus novos amigos, que fizeram uma grande festa junto com os meus amigos de sempre. 

Obrigada ao meu loro. Basta seu sorriso e tudo fica bem. Te amo. (E, no final das contas, Salvador foi bem melhor do que Sampa... Sem nenhuma dúvida.)

23 outubro 2011

Fernanda


Gente! Como eu estou relapsa... Aliás, esse blog aqui está mesmo as moscas... Estou precisando tomar vergonha e voltar a escrever decentemente... Mas, para tentar "reavivar" o blog, vale comentar sobre o monólogo de Fernanda Montenegro que eu vi no final de semana passada. Quando me convidaram para ir ver o espetáculo, fiquei com o pé atrás: um monólogo sobre Simone de Beauvoir. Tava achando que seria aquela coisa arrastada... Mas, a companhia era espetacular, então resolvi arriscar.

O Monólogo está em cartaz no Teatro Raul Cortez, que eu ainda não conhecia. Diga-se de passagem que o Teatro é realmente muito bom. Vale a pena ir assistir a qualquer montagem por lá. Tem alguns  problemas com estacionamento, então se você não estiver hospedado muito longe, vá de taxi. Todos os outros ítens foram devidamente aprovados (o mesmo  não se diz do teatro da FAAP, que só teve de bom - aliás, excelente! - o estacionamento... O resto, ESQUEÇA...)

Entramos e eu me apavorei: cortina levantada e só uma cadeira no centro do palco. Nada. Nadinha de qualquer outro cenário... Ômeupai! Sentamos e tratei de ir logo arrumando uma posição para poder dormir melhor... Sabia que o babado ia ser forte, longo e chato. Para piorar, o espetáculo começou atrasado. Pouca coisa, apenas 5 minutos, mas estamos falando de São Paulo, o local mais civilizado do  Brasil... Eu já querendo que começasse logo, pra poder terminar logo... Após o terceiro sinal, uma voz em off dá as informações sobre o espetáculo, e informa que terá a duração de 60 minutos. Eu ouvi 60 longos e dolorosos minutos. Juro que ouvi isso, mas Binho disse que a moça só falou "60 minutos"...

Eis que entra Fernanda. Altiva sem arrogância. Vestida de forma simples: camisa de cetim branco de manga comprida e uma calça preta. Tudo folgado. Nada que marcasse a silhueta. Senta-se na cadeira, no meio do palco e começa. A iluminação do palco permanece a mesma durante todo o espetáculo. Cinco minutos depois, estamos todos de pé, ovacionando a diva. Genten! A mulher hipnotiza! Já estava lá há 60 minutos, mas pareceu 5! Ela nem se levantou da cadeira, mas a gente, na plateia, mal conseguiu respirar ou piscar o olho. A gente ia absorvendo as palavras, as histórias, e de repente ACABA! Eu até chorei quando ela fala sobre a morte de Sartre.... 

Fernanda é Fernanda... Irretocável! Merece cada prêmio que já recebeu (inclusive o Oscar, que deveria ser dela, mas quem mandou nascer Tupiniquim?) Assistir Fernanda é um privilégio que todo mundo deveria ter. Um prazer que não dá pra morrer sem ter.


PS - Se puder, vá ver em Sampa: Viver Sem Tempos Mortos - Teatro Raul Cortez (R. Dr. Plínio Barreto 285). Tel. (011) 3254-1700. 6ª, 21h30, sáb., 21 h, dom., 18 h. R$ 80/ R$ 100. Até 27/11. 

21 outubro 2011

Frio

Este final de semana está frio, como o anterior. A diferença é que este eu estou em Salvador. Aliás, Lauro de Freitas está debaixo de muuuita água. Hoje não saio de casa nem por decreto! Minha cama está OTIMA (aliás, minha rede...) Muita leitura, uma passada básica no Twitter... Mas esse frio tá me dando saudade... Tava tudo tão bem, mas eu tinha que ficar pensando em São Paulo? Bom, só vou lá de novo no próximo mês então tenho que esperar.

São Paulo é mesmo tudo de bom. Basta dar uma andadinha de nada pelas ruas e você já sente o clima diferente... As pessoas são diferentes. O clima no ar é diferente. Dá para entender Caetano totalmente, quando ele diz que alguma coisa acontece no meu coração... Não dá para explicar (e isso não tem nada com o meu "anfitrião". Esse é um caso a parte). Na sexta, por exemplo, ele foi trabalhar e eu fui simplesmente ANDAR pela Paulista (o ap, além de ser TOTALMENTE delicioso e de um bom gosto que chega a doer, fica a duas quadras da Paulista, esquina com Bela Vista. Já viram que privilégio, não é?) A Paulista é aquele desfile de gente que anda rápido, mas eu, como não estava com pressa, sentei e fiquei apreciando. Como estava com meu ipod, não podia ouvir o que falavam. Fácil de imaginar que estava em outro país. São pessoas diferentes. Com uma coisa diferente. Talvez o jeito paulistano de ser: superior, mas sem arrogância. Eu gosto.

Só uma coisa que não me agrada muito: os paulistanos em geral, fumam muito. Não gosto de cigarro. Obviamente eles obedecem as leis e só fumam onde é permitido e, por isso, não chega a me incomodar.

Bom, eu não queria falar do meu anfitrião, mas preciso deixar registrado que fizemos tudo o que eu "anunciei" em um post anterior. Menos assistir a Dexter. Arrumamos outro jeito de passar a noite.

Saudades... 

E um beijo, Binho.

PS - Adivinha o que eu achei no Aeroporto? Balas Wonka!!!!! Só em Sampa, né?

05 setembro 2011

Sampa


"Vou colocar o despertador pra sete, mas dá prá dormir mais uma hora?"
"Eu podia estar roubando, eu podia estar matando, mas estou aqui, trabalhando pra WebJet." - Direto da pista de pouso da Barra Funda.
"Não tinha medo o tal João de Santo Cristo, Ele morreu!"
"Ponto de encontro: Casa do Pão de Queijo"
"Saindo do desembarque, vira a direita"
"Só queria ver se vocês tem o dinheiro..."
"O taxista está dando voltas com a gente..."
"Acho melhor ir pegar logo esse ingresso porque a fila está ficando grande..."
"Que horas tu vai pegar o ingresso?"
"Você ainda não foi pegar o ingresso?"
"Não, não pode subir no palco!"
"Não, também não pode subir no palco nesse espetáculo, principalmente porque eles vão tirar a sua roupa"
"Quem usou a minha escova de dentes? Foi o Marquinhos? Ele pode porque ele é milionário"
"Qual o nome do macaco???? Era o principal do filme..."
"Como assim o avião tá com problemas nos freios???????"
"E não dorme no voo para não ir parar em Teresina (se o avião parar porque tá sem freio mesmo"
"Bolinho de MILHO????"
"E, lá na Bahia, todo mundo já sabe da sua internação. Acho bom ir para o hospital, viu?"

Diretoria: Andréa Machado e Marcos Antônio
Ala dos trabalhadores que não tem ar condicionado em casa: Djaman Barbosa e Alessio Feitosa
Convidado especial que apareceu: Claudinho Simões
Convidado especial que não apareceu: Menino Hamilton
Presidência: Meu Dindo Lindo (e perfeito...)

Todas piadas internas. Só mesmo para alguns. E que esses alguns permaneçam SEMPRE com o título de meus amigos.


OBRIGADA!


PS - Agradecimento especial para Xandi, que mesmo sem ir, se fez muito presente. Um xero, loro!


13 janeiro 2010

Esqueça Paris

A foto acima é minha. Eu tirei. Esta noite choveu um pouco, mas valeu a pena. Um vento forte e frio. Mais frio ainda se você está de moto. Faz de conta que você está em Paris, curtindo a cidade luz, com alguma grana do bolso. O que você faz? Bobagem, é claro! Mas faz porque quer... Faz consciente que fez, mas sem culpa. Só sabendo que é bobagem. Mas uma bobagem que lhe faz rir muuuuito, que faz perder o sono...

E estar em Paris é meio que "cena de cinema". E eu fiz todos os clichês possíveis... Afinal, se é para fazer bobagem, vamos caprichar né? Valeu andar de moto e correr da chuva, ficar tremendo de frio, escondidos, comer porcaria de 1 euro, pegar alguns caminhos errados (mas se perder em Paris é praticamente uma ordem! Não tem sensação melhor do que se perder e dar de cara com algum lugar incrível! Coisas de Paris - e Londres também...)

Mas é isso. E como um raio não atinge o mesmo lugar duas vezes, você fazer como manda aquele filme com Billy Crystal: vou esquecer Paris. Nunca mais será como foi.

06 dezembro 2009

153. Cof, cof...


Não tem sido fácil, mas acho que hoje vai dar pé e vou tirar um pouco do pó desse blog... A vida vai indo. Sempre para frente. Fim do ano chegando (já está aqui né?) e estou de novo fazendo planos para nova viagem a Paris. Com uma outra pessoa, em outras circunstâncias, mas a vida seguindo em frente. A vida, aliás, nessa terra aqui não é nada boa. Tudo aqui é deveras medíocre. Tiro desta listagem apenas algumas pessoas: as que mantem sã. Sem elas a minha loucura já teria, definitivamente se instaurado. Mas são tão poucas que conto nos dedos de uma só mão e ainda me sobram dedos.

O trabalho me faz levantar todos os dias e ser feliz. Apenas naquele dia. Por vezes até esqueço que todas aquelas pessoas (e crianças) ao meu redor possuem aquele sotaque que eu tanto abomino. Mas o que é mesmo um sotaque quando suas vidas, pensamentos e atitudes sempre me soam ridículos e "aburridos"? Pena por eles me é um sentimento constante.

Mas, se me serve de consolo, Paris está chegando (de novo). E esse meu novo "companheiro de viagens" é inteligente, charmoso, bem humorado, e cheiroso. Mostrar Paris para ele vai ser uma alegria que eu, sinceramente, MEREÇO!