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16 fevereiro 2014

Fotos 2013

Ainda não tive tempo (leia-se dinheiro) para mandar imprimir, porque não quero uma única cópia. quero fazer algumas cópias para algumas pessoas, e dar para umas e não para outras, não acho legal. Por enquanto, fico só com a versão digital.

30 junho 2013

Entre Nós


Já estou com os meninos de "Entre Nós" desde a primeira (quase já longínqua) temporada em janeiro de 2012. O espetáculo, desde a primeira vez, me diverti muito com a peça. O texto é fantástico e os meninos estão perfeitos. Não foi a toa que levou três prêmios Braskem de Teatro (melhor texto - João Sanches, melhor ator - Igor Epitânio e melhor espetáculo). Ficar aqui falando a peça seria chover no molhado. Todo mundo já comentou a excelência... Até eu mesma já o fiz no post anterior. 

Hoje quero falar, especificamente, do espetáculo de ontem na sala do coro.

Sabe o que fez a diferença ontem? O público! Sem dúvida, o público é mais um componente de qualquer espetáculo. Quando o público "compra" a ideia, se envolve e se joga, o espetáculo no palco se torna maior! Ontem, perdemos a conta de quantos aplausos em cena aberta o público puxou! O público até mesmo respondeu as provocações dos atores e pediam, muito antes do final da peça, que houvesse um beijo entre os protagonistas. Lindo. Lindo demais!

Voltei pra casa pensando o porque as pessoas não vão mais ao teatro. Aquela emoção de ontem, sentida e repassada por todos da plateia, era obrigatória na antiga Grécia, onde, além do fármaco (remédi propriamente dito) o médico lhe receitava também uma peça, como parte do tratamento. E que bom que eu pude participar daquele momento único e arrepiante. Momento que nunca mais se repetirá, porque as plateias mudam, as emoções também, e, por isso mesmo, todas as noites nós temos um espetáculo diferente.

10 maio 2013

Prêmio Braskem


O tempo passa tão rápido... Parece que foi ontem que eu cheguei de Paris, tendo passado um mês maravilhoso com meu Coração e mais um amigo viciado em brigadeiro nas madrugadas frias (Sim! Éramos os felizes donos de Paris!)... Parece que foi ontem que, chegando de uma viagem mágica, eu achava que nada de bom poderia superá-la. Parece que foi ontem que pisei no Teatro Gamboa Nova e fui, de forma desajeitada mas com muita vontade de acertar, ajudar na produção de uma peça chamada "Entre Nós". Um amigo (só amigo???? Ele nunca mais será só isso. Mesmo que queira...) estava no elenco, e a produtora (também amiga!) estava viajando. Daí, fui chegando e fui ficando....

E conheci o outro ator da peça. Ele achava que eu morava em Paris... Bom, naquela época, meu Coração morava lá, o que é quase a mesma coisa, então não posso dizer que ele estava totalmente errado. Enfim, fui ficando...

A temporada terminou, a produtora voltou e outras pautas e temporadas vieram. Eu continuei ficando. 

Ficava por ali... Tirando foto... Curtindo o talento desses meninos, que me encantavam a cada dia. Mesmo assistindo quase todos os dias, já sabendo várias partes do texto de cor, eu ainda me divertia e ria a riso solto, com a inteligência do texto e com as interpretações tão precisas. 

Parece que foi ontem que eu estava tão estressada e ia para o camarim de tantos teatros só para ouvir suas vozes, contando o dia, a semana. Passando o texto... Incensando o palco... Estressando com o músico que só chegava tarde.... Com o ar condicionado do teatro que quebrou...

Parece que foi ontem que entramos em um topic com destino a Vitória da Conquista. E que voltamos tão rápido porque a lavagem do Bonfim não pode esperar!!!!

Mas não foi ontem. Tudo começou em janeiro de 2012. E o ano foi tão perfeito, que foi coroado com três prêmios Braskem: melhor texto, melhor ator e melhor espetáculo. 


Desde o primeiro prêmio recebido naquela noite no TCA (Braskem de melhor texto), tudo parecia tão maravilhoso (embora merecido!) que era difícil crer naquela realidade. No prêmio de ator, todo o teatro gritou conosco, e nem ouvimos o nome! Só ouvimos o nome da peça e todo mundo no TCA gritou em uníssono! E no grand finale, lá fomos todos nós, produção, atores e diretor para o palco ovacionados pelo prêmio de melhor espetáculo de 2012. E nem sei o que eu tava fazendo lá, mas estava. 

Meninos talentosos (atores, diretor e músico). Menina retada (produtora). Menina metida (eu). Mas todo mundo muito, muito feliz! Sensação indescritível. Inimaginavelmente forte. Deliciosamente curtida. Absolutamente merecida! (pelo menos por eles... Eu só fiz marcar presença...)

And last, but NEVER least, só me resta agradecer. Ao meu anjo loiro de olho azul, que sempre me acolhe a alma e que com um riso me lembra que, por mais que queriam, "eu não te troco nessa vida por ninguém"... E obrigada ainda a ele por ter me apresentado mais um anjo que agora está sempre tão presente. Mesmo que agora ele já saiba que eu não moro em Paris...

23 outubro 2011

Fernanda


Gente! Como eu estou relapsa... Aliás, esse blog aqui está mesmo as moscas... Estou precisando tomar vergonha e voltar a escrever decentemente... Mas, para tentar "reavivar" o blog, vale comentar sobre o monólogo de Fernanda Montenegro que eu vi no final de semana passada. Quando me convidaram para ir ver o espetáculo, fiquei com o pé atrás: um monólogo sobre Simone de Beauvoir. Tava achando que seria aquela coisa arrastada... Mas, a companhia era espetacular, então resolvi arriscar.

O Monólogo está em cartaz no Teatro Raul Cortez, que eu ainda não conhecia. Diga-se de passagem que o Teatro é realmente muito bom. Vale a pena ir assistir a qualquer montagem por lá. Tem alguns  problemas com estacionamento, então se você não estiver hospedado muito longe, vá de taxi. Todos os outros ítens foram devidamente aprovados (o mesmo  não se diz do teatro da FAAP, que só teve de bom - aliás, excelente! - o estacionamento... O resto, ESQUEÇA...)

Entramos e eu me apavorei: cortina levantada e só uma cadeira no centro do palco. Nada. Nadinha de qualquer outro cenário... Ômeupai! Sentamos e tratei de ir logo arrumando uma posição para poder dormir melhor... Sabia que o babado ia ser forte, longo e chato. Para piorar, o espetáculo começou atrasado. Pouca coisa, apenas 5 minutos, mas estamos falando de São Paulo, o local mais civilizado do  Brasil... Eu já querendo que começasse logo, pra poder terminar logo... Após o terceiro sinal, uma voz em off dá as informações sobre o espetáculo, e informa que terá a duração de 60 minutos. Eu ouvi 60 longos e dolorosos minutos. Juro que ouvi isso, mas Binho disse que a moça só falou "60 minutos"...

Eis que entra Fernanda. Altiva sem arrogância. Vestida de forma simples: camisa de cetim branco de manga comprida e uma calça preta. Tudo folgado. Nada que marcasse a silhueta. Senta-se na cadeira, no meio do palco e começa. A iluminação do palco permanece a mesma durante todo o espetáculo. Cinco minutos depois, estamos todos de pé, ovacionando a diva. Genten! A mulher hipnotiza! Já estava lá há 60 minutos, mas pareceu 5! Ela nem se levantou da cadeira, mas a gente, na plateia, mal conseguiu respirar ou piscar o olho. A gente ia absorvendo as palavras, as histórias, e de repente ACABA! Eu até chorei quando ela fala sobre a morte de Sartre.... 

Fernanda é Fernanda... Irretocável! Merece cada prêmio que já recebeu (inclusive o Oscar, que deveria ser dela, mas quem mandou nascer Tupiniquim?) Assistir Fernanda é um privilégio que todo mundo deveria ter. Um prazer que não dá pra morrer sem ter.


PS - Se puder, vá ver em Sampa: Viver Sem Tempos Mortos - Teatro Raul Cortez (R. Dr. Plínio Barreto 285). Tel. (011) 3254-1700. 6ª, 21h30, sáb., 21 h, dom., 18 h. R$ 80/ R$ 100. Até 27/11. 

26 outubro 2010

! 2 (A Missão)


Dja foi assistir ao espetáculo ! do Bruno Motta. Assistiu e depois escreveu um post super demais sobre o espetáculo. Levou vááááááááárias linhas contando que o espetáculo é MARAVILHOSO, que Bruno é SHOW de artista e de pessoa... Me matou de vontade de ter ido também com ele (mas os olhos ainda não estão enxergando tanto assim, a ponto de deixar que eu vá a Sampa). Quando ele me disse que iria, raguei logo toda a seda porque sei que Bruno Motta é FANTÁSTICO! Sou muito fã. Infelizmente sou só fã via internet... Quando o Bruno Motta esteve aqui, não consegui ingresso e tava as vésperas da cirurgia e a cabeça não tava muito bem. Não insisti.... Mas quando eu soube que Dja ia, e ainda era ¨convidado¨ do Bruno para ir até o camarim, você pode imaginar a quantidade de gritos que dei e ¨encomendei¨ a minha foto...

Pois bem. Como eu disse, Dja foi, viu (e AMOU, obviamente) o espetáculo do Bruno. Foi ao camarim. Tirou a MINHA foto. Escreveu o tal do post MAS NÃO POSTOU A FOTO!!! O pior é que o próprio Bruno me confimou via Twitter que ele tirou mesmo a foto.... EU QUERO A MINHA FOTO!!!!!!!

¨Se eu não te amasse tanto assim¨, Dja, você seria um homem morto... A sua sorte é que eu sei cantar ¨meu amigo, se ajeite comigo e dê graças a Deus¨!

04 junho 2010

Cof, cof...


Eu deveria estar na foto acima... Mas estou na cama, tossindo e com febre... Mas, como já disse minha amiga Rita Lee "Eu juro que dias melhores virão"...

04 setembro 2008

109. Dimenti

Se você mora em Salvador e não é alienado, já assistiu alguma coisa desse grupo. E foi com muita surpresa que me deparei, net afora, com esse manifesto. Só deu para rir muuuuuito. Quem fala essas bobagens é quem, diferentemente do Dimenti, não tem trabalho a mostrar.

Mas a resposta do grupo (coloquei logo depois do manifesto), é tão inteligente quanto qualquer montagem deles.

CARTA-MANIFESTO À FUNCEB (Fundação Cultural do Estado da Bahia)

Venho através desta, manifestar a minha indignação e o meu incômodo diante dos resultados dos Editais dessa referida Fundação. No caso aqui, ao primeiro resultado do Edital Yanka Rudzka.

Ao chegar na sede dessa fundação no último dia de inscrição para os Editais Culturais 2008, me deparei com dezenas de artistas, atores, dançarinos, diretores, sentados no chão, espalhados nas escadarias, recostados na parede… todos ali, aos montes, na esperança da mísera migalha da Fundação Cultural… E pensei, meu Deus, como tem artista nessa cidade querendo trabalhar! Como tem gente querendo produzir, fazer a cultura dessa cidade acontecer! Mas não há espaço, não há incentivos, e os poucos existentes, atraem centenas de artistas, todos juntos por esse desejo. São dezenas de atores, diretores, professores que formam na escola de teatro, de dança, de belas artes, mas onde estão eles? O que fazem pra ganhar a vida? De poucos se ouve falar… Muitos assumem outra profissão, outro emprego, outra função às vezes bem distante de sua área, por falta de espaço e incentivo para viver da arte de forma digna nessa cidade.

Bom, voltando à FUNCEB, ao ver o resultado do Edital de montagem de dança, Yanka Rudzka, fiquei estarrecido! Hoje não se seleciona projetos pela qualidade artística, mas sim, pela qualidade técnica do projeto. E eu me pergunto, artista tem que saber escrever projetos pra edital? Um edital que institui por exemplo, um prêmio chamado Manoel Lopes Pontes, prêmio de montagem de teatro, onde escolhe quatro selecionados no valor de R$ 30.000,00 ( trinta mil reais) 4 montagens, premia o DIMENTI com R$ 100.000,00 ( cem mil reais) Isso mesmo, 100 mil reais!!! E eu me pergunto, numa cidade tão pobre de incentivos à fomentação cultural, por que não divide esses cem mil reais por mais 3 montagens de 30.000.000? Sim, observem que trinta mil reais é uma pouca vergonha em se tratando de uma montagem de teatro, mas diante dos valores dos prêmios de montagem, não é uma afronta que cem mil reais se concentre na mão de tão pouca gente? E outra pergunta, por que o DIMENTI virou o queridinho da FUNCEB? É sempre uma carta marcada os resultados, temos sempre a certeza de que o DIMENTI estará lá. Aí eu me pergunto, é porque o DIMENTI sabe mais fazer projetos do que teatro/dança? Ou por que o nome DIMENTI tem a ver com demência? Sim, por que demência é a cara da fundação que subestima a capacidade de nós artistas de avaliarmos as mutretas que rolam por trás Desses editais. Veja por exemplo outro fato no resultado desse último edital de dança: O espetáculo em processo Estudo Para Cabide, que se apresentou no quarta que dança, tem até 8 minutos. Veja só, esse espetáculo em processo, no resultado do Edital de montagem de dança /2008, ficou na suplência à espera de um prêmio de R$ 60.000,00. Sim, e eu me pergunto, e os tantos outros projetos de montagem de dança que já estão prontos, ou que pelo menos não tem apenas 8 minutos de duração, por que não ficaram na suplência? Será que é porque o nosso amigo Jorge Oliveira é amiguinho de Isabela Silveira, funcionária da FUNCEB? Suspeito, não?

Pois é, nessa terra onde se premia um espetáculo chamado A Bahia da Magia, ou um Dente Chamado Bico, é preciso realmente aprender a escrever projetos ou ter amigos na FUNCEB, sim, amigos fazem muita diferença na hora de dividir por baixo do pano os recursos públicos!!!

FABIANA EVANGELISTA ( formada em dança pela UFBA)


Resposta do DIMENTI


Breves considerações de quem trabalha muito

Lendo a sua frágil carta, é possível imaginar o projeto que você inscreveu no edital.

Se a sua ingênua hipótese da “carta marcada” na Bahia fizesse algum sentido, haveria muitas outras cartas marcadas espalhadas por aí em prol do Dimenti: em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Pernambuco, no Ceará, no Piauí e, mais recentemente, na Rússia onde o Dimenti exibirá um dos seus audiovisuais.

Se sua falácia tivesse alguma consistência, haveria “cartas marcadas” entre os diferentes integrantes das variadas comissões de seleção indicados pela própria classe da dança através do fórum (que você nunca freqüentou).

Para evitar as informações ralinhas das quais você se valeu, o Dimenti vai realizar novamente em 2008 uma avaliação pública sobre as atividades do grupo e produtora cultural. Apareça.

O ATÍDOTO PARA A “SINDROME DA CARTA MARCADA” É ESTUDO E MUITO TRABALHO!

Dimenti"

04 maio 2008

82. Mais um velinha...

Aniversário é sempre bom. Quando é surpresa, e faz a gente esquecer a fala, deve ser melhor ainda, não é???

29 março 2008

75. O Indignado

Dja e Claudinho


Dja e Frank

De indignada eu não tenho nada! Pelo contrário! Estou é muito feliz! O sucesso da peça “O Indignado” já está certo, a julgar pela estréia! Super concorrida e apesar do engarrafamento da porta devido a saída dos alunos da escola onde o teatro está localizado, deu para todo mundo chegar na hora.

A peça é dirigida por Fernando Guerreiro (se você não sabe quem é, tenho muita pena de sua suposta vida cultural....), e foi concebida originalmente para ser uma “stand up comedy”, que é aquela comédia que o ator simplesmente bate um papo com a platéia. Guerreiro achou que era pouco, já que o ator escolhido era nada menos que Frank Menezes. Transformou o texto em monólogo e eu nem preciso dizer que ficou maravilhoso!

Bom, mas adivinha de quem é o texto? De Cláudio Simões e de Djaman Barbosa. Tudo bem se você não ouviu falar do segundo. Como confessado no final da peça, este é o primeiro texto dele. Mas o primeiro de outros sucessos. Como eu tenho tanta certeza disto? Porque já o conheço há mais anos do que posso confessar...

Sucesso é o novo sobrenome de Dja. Sorte, amigo, nesse seu novo rumo. Talento já está provado que você tem. Um super beijo!!!!

19 fevereiro 2008

72.TCA

O governo do estado da Bahia tem um projeto bastante interessante: aos domingos, 11 da manhã, ele abre a sala principal do Teatro Castro Alves a 1 real a inteira (0,50 a meia, acredite!!!) e apresenta grandes espetáculos que fizeram (ou fazem!) sucesso aqui na Bahia, dando preferência, obviamente, a espetáculos baianos. Esse domingo passado eu assisti "O Vôo da Asa Branca", espetáculo de Diolindo Chechucci que conta (e canta!) a história de Luiz Gonzaga, o nosso rei do baião.

O TCA é a maior e melhor sala de espetáculos da américa latina. Conta com mais de 1.500 lugares, tem uma acústica perfeita e de qualquer lugar que você esteja a vizualização do palco é igualmente maravilhosa. Chegamos tarde e acabamos ficando na fila Z-9, mas o esptáculo foi excelente mesmo assim. Só lembrando ainda que a climatização é um primor! Os gerentes dos cinemas poderiam fazer uma visitinha ao TCA e aprenderem um pouco de como deixar a sala climatizada e não congelante, proporcionando assim um real conforto aos seus clientes. E as poltronas, apesar de já estarem apagando 15 velinhas, só muito confortáveis e absolutamente nada a reclamar sobre o espaço e so funcionários do TCA. Aliás, é bom ainda frisar que a organização estava de bater palmas! O esquema foi organizado de forma que não haviam filas, e nem cambistas. Fantástico, como sempre deveria ser. O governo e a administração do TCA todos de parabéns.

Mas eu já não posso falar o mesmo com relação ao público. Imaginem que a sala estava cheia de crianças, que choravam, pediam para ir embora, perguntavam quando o espetáculo iria acabar, etc. Que pais absurdamente ignorantes para levarem crinaças de colo para um espetaculo adulto!!! Tudo bem que não havia censura, mas bom senso deveria fazer parte do critério para ser entrar em uma sala de teatro. Alias, as cenas com os celulares tocando e entoando um verdadeira cantilena, pareciam até que uma trilha sonora na peça, já que não paravam nunca! Que povo mais mal educado! Mas ainda tem coisa: mesmo no silencioso, um lindinho resolveu olhar quem estava ligando para ele, em uma cena em que o ator cantava "Que nem giló", só com um pequeno foco de luz nele, e o resto do teatro absolutament escuro. Será que a critura ficou com medo do escuro e resolveu ligar o celular para "clarear um pouco" e assim podermos ver melhor o palco?

AH! E fotos? Toda hora alguém tirava foto! Um horror!

O governo até que tenta acertar (e deu uma bola dentro!), mas será que o povo merece mesmo? Eu não assisto mais nenhuma peça por esse projeto, por melhor que seja. Eu já tinha visto a essa peça, mas fui assistir de novo por ser amiga do ator protagonista e da produção, mas a minha decepção com o público foi tamanha que acho que o governo deveria mandar a merda e não mais propiciar esse tipo de evento a quem não tem compostura para entrar em uma sala de teatro. Acho que o que vi foi no mínimo desrespeito aos profissionais que estavam ali.

PS - Mas o melhor do dia foi, sem dúvida um belo beijo que me roubaram! Que beijo bom...

09 julho 2007

37. Pague pra ver

Resolvi tirar a poeira do blog, para não ficar recebendo comentários "desaforados" do Sr. Marshal... Rss Bom, o post era sobre mudanças, mas resolvi fazer propaganda para aqueles que tem o privilégio de morar nessa cidade linda que é Salvador, ou que pelo menos estão passando alguns ias por aqui. Não deixem de assistir a peça "Pague pra ver" em cartaz no Teatro XVIII (Pelourinho), de sexta a domingo as 20hs. Afinal, posso até ser colunista de Cinema, mas ADORO teatro!

(Mas o vídeo abaixo é meu.... E quero comentários sobre a peça, ouviram?)



12 fevereiro 2007

21. T.C.A.

Bom, Allan iria escrever esse post e iria se chamar “Minha estréia no TCA”, mas eu estou tão puta com o que aconteceu que não tive paciência de esperar. Era (como já deu para notar) a primeira vez que Allan iria ao teatro Castro Alves. Bom, ele já conhecia a sala do Coro, mas não a sala principal. Para os desavisados, o teatro em questão é o maior teatro da América Latina, contando com 1.554 lugares.

Pois bem, ontem, quando estávamos passando em frente, vimos que a peça “Vixe Maria, Deus e o Diabo na Bahia” estava em cartaz. Eu já havia assistido a peça, logo que estreou há uns três anos, e com o elenco original. Allan estava louco para assistir, pois eu sou uma fã de carteirinha do autor da peça (Sr. Dr. Cláudio Simões) e já tinha falado maravilhas do Autor e da peça. Decidimos comprar ingresso e irmos a noite. A primeira surpresa: não haveria lugar marcado. A segunda: já havia sido vendido 80% da lotação do teatro. E eram apenas 4 horas da tarde. Fofa da bilheteria alertou:

“- É melhor vocês chegarem cedo para garantir o lugar..”

E chegamos às quinze para as sete. A peça começaria as oito. Pense na visão do inferno! Gente que não acabava mais... Eu de pé ainda meio podre, não poderia nem pensar em correr (bom, nem de pé bom... Não me permito as essas demonstrações explícitas de falta de savoir affair...) Bom, tentei ficar na fila, fazendo de conta que aquilo não estava acontecendo... Quer piorar? Um monte de gente fazendo uma puta confusão em uma das portas (sim, porque haviam TRÊS portas até você conseguir entrar. E, na frente de cada uma delas, um funcionário do teatro TENTANDO arrumar e organizar a fila). A primeira confusão era porque o povo tinha comprado meia entrada e não tinha carteira de estudante! Barrado e “encaminhados” para pagarem a outra metade.

Depois de enfrentar as TRÊS portas e suas conseqüentes filas, vem a cartada final: abre-se uma rampa que dá acesso a sala de espetáculos. Aí o povo perdia qualquer possível sinal de compostura e saia correndo, derrubando que estivesse na frente, metendo mão na cara! Uma baixaria sem fim. Se fosse ao ar livre, eu diria que o Chiclete tava passando com o trio. E com participação especial de Ivete!.

Bom, conseguimos sentar e ficamos em um lugar que eu diria ser “de Deus” (leia-se passível de ver e ouvir o espetáculo). Claro que os microfones dos atores só eram ligados quando eles cantavam algo... Não faço a mínima idéia como o povo lá de trás ouviu algo... Por que ver, com um binóculo se dá um jeito... Mas ouvir...

Bom, salvando a noite, me restou a companhia sempre perfeita de Allan, e a peça que é realmente muuuuuito boa. Mas já me prometi: NUNCA MAIS TCA SEM LUGAR MARCADO!

O Diabo saiu ganhando nessa.


PS - Poxa... Senti falta de Diogo.. Pode contar a ele, viu Dja... Ninguém fez um Gabriel/ela como ele..

27 janeiro 2007

17. E os gregos tinham razão!

"Na Grécia, quando as pessoas ficavam doentes, eram indenizadas pelo governo porque considerava-se isso uma falha na qualidade de vida da cidade. A receita era composta de três indicações:

1. O Fármaco, que era o medicamento propriamente dito, e que, em grego, significava também "magia".

2. Mudar o sentimento por outro.

3. Assistir a três peças teatrais específicas para cada caso.

O teatro, além de ser uma arte nobre, era considerado um espaço de cura e assim funcionava. Não temos idéia do poder regenerador da arte."

Esse texto eu recebi de Zeca de Abreu, atriz baiana, em um curso de teatro que fiz com ela. Acabei de chegar do teatro. Alma lavada. Totalmente renovada. Nem sei porque um dia acreditei (DE VERDADE) que não valia a pena continuar.Vale sim! Afinal, "LIFE'S SO SHORT, MOVE ON!" Ou, como ensina mestre Chico Buarque:

"Ir deixando a pele em cada palco e não olhar pra trás! E nem jamais, jamais dizer Adeus"

Voltei!

PS - Para aqueles que chegaram a conhecer o meu cantinho de fotos, o site saiu do ar... Não me perguntem porque, ou se voltará!