12 julho 2014

Transporte em Vancouver

Local: Vancouver (British Columbia, Canadá)
Motivo: Trabalho

Acabei de chegar de Vancouver. Aos poucos, a medida que o meu tempo permita, vou escrevendo um pouco sobre a cidade. Vou começar por um ponto mega positivo de lá: o transporte público. Aliás, o trânsito lá é meio louco... Os cruzamentos são estranhos, mas como não há nenhuma necessidade de alugar um carro, não vamos nos preocupar com isso.

Bom, o transporte lá se divide em Skytrain (metrô), ônibus e Sea Bus (um catamarazinho para atravessar a baia). O Skytrain possui apenas três linhas interligadas entre si. Mas existem em várias estações baias de ônibus, ou seja, você está sempre bem servido. Vancouver é dividida em várias outras "cidades" ou bairros. Cada um deles forma uma zona específica de transporte público. Dentro de uma mesma zona você circula (obviamente!) com um bilhete de zona 1. Se for de uma zona para outra, então precisa de um bilhete de zona 2. Se for passar por 3 zonas, um bilhete de zona 3 e assim sucessivamente. 

Minha galera no Skytrain

O centro da cidade (downtown) fica dentro da zona de "Vancouver". Se você ficar em Burnaby, Richmont ou North Vancouver (outras "cidades") deverá usar o bilhete de duas zonas para ir para o Centro da Cidade. 

Você deve comprar ou validar o seu bilhete no primeiro transporte que for pegar. A partir deste momento, ficará registrado o tempo de validade daquele seu bilhete (uma hora e meia). Você pode pegar quantos transportes públicos quiser com esse mesmo bilhete dentro deste prazo.

Tudo é  muito organizado e limpo. E os horários são cumpridos. Não tão rigorosamente como na Inglaterra, mas nada que mereça sem mencionado.

Nos ônibus  você deve pegar uma tabela de horários que lhe informará até que horas o seu ônibus circulará. O Skytrain funciona até 1 da manhã, mas sempre verifique.

Se o seu primeiro transporte vai ser um ônibus, tenha moedas pois os ônibus não aceita cédulas. Se for o Skytrain, todas as estações possuem máquinas que você pode comprar o seu bilhete com cédulas. Se você utilizou um bilhete de apenas uma zona e quer ir para outra zona, essas mesmas máquinas lhe dão a opção de acrescentar tarifa (add fare). Você coloca o seu bilhete de uma zona e paga a diferença nesta máquina, que lhe dará um bilhete de duas zonas. Essas máquinas também aceitam cartões de débito e crédito.

Luana pensando na vida no Seabus

Existe um linha de Skytrain que sai do aeroporto e vai até a estação Waterfront, onde você pode pegar uma outra linha para qualquer outro lugar, ou mesmo um ônibus. Tudo muito simples, embora as placas não sejam tão claras de inicio (elas colocam "eastbound" e "westbound" para saber que direção você vai tomar). Se você estiver chegando em Vancouver pela primeira vez, não vai saber para que lado é "east" ou "west". Mas gaste um tempinho vendo os mapas espalhados pelas estações que você rapidamente se orientará.

Outra coisa importante: guarde o seu bilhete devidamente validado durante todo o seu tempo de transporte até o seu ponto final. Você poderá se solicitado a mostrá-lo por agente da companhia de transporte ou até mesmo por policiais. Se não estiver com ele, se prepare para a multa, ou coisa pior....

Quanto a valores, é melhor dar uma olhada no site da translink porque isso pode mudar (desta vez - julho 2014 - o bilhete de uma zona estava por U$2,75 e o de duas zonas U$4). Existem possibilidades de se comprar o passe mensal, que sai muito mais em conta, ou bloquinhos com 10 passes, que sai um pouco mais barato do que ficar comprando por unidade.

Ah! Mais uma. Você pode também optar em comprar uma passagem em um ônibus chamado '"Hop in, hop off". É aquele famoso ônibus que quase todas as cidades turísticas possuem, onde você paga uma passagem única e circula a cidade, podendo descer e subir do ônibus quantas vezes quiser. Esse ônibus você pega bem próximo a estação Waterfront, e um lugar chamado "Canada Place". Lá existem várias opções turísticas diferenciadas que você pode fazer (tipo passear em um hidroplano...) Tudo vai depender de sua disposição e do seu bolso.

Bom, em breve conto mais coisas de Vancouver... Aguarde...

05 abril 2014

Fringe

Local: Curitiba (Paraná, Brasil)
Motivo: Trabalho


No último final de semana fui a Curitiba participar da Mostra Baiana no Fringe. O Fringe é (atualmente) o maior festival de teatro do Brasil. A Bahia participa da mostra principal, mas a nosso riqueza cultural é tão grande que desde o ano passado a Bahia participa de forma muito mais ativa, com uma mostra só sua. Este ano a curadoria foi de Lázaro Ramos e contou com 8 espetáculos. Eu estava na produção de um deles (Entre Nós).

Meus meninos de ENTRE NÓS passando a luz.

Pela primeira vez voei pela Azul e amei! A empresa conta com Comissários para lá de atenciosos! O catering não é maravilhoso, mas pelo menos ele existe! Sistema de video individual, com boa programação. O meu vôo teve uma escala em Congonhas, mas mesmo nessa escala, tudo foi rápido, com muita eficiência.

A volta foi pela Avianca. O catering foi um pouco melhor que o da Azul, mas tudo muito simples também. O sistema de vídeos não era individual e a tripulação não era tão atenciosa quanto na Azul, mas nada a reclamar também. Fiz uma conexão em Brasília. O caos tomava conta por causa das obras no aeroporto. Muitos vôos, e quase tudo feito através de acesso remoto. Estava tudo tão confuso que o sistema de som era quase que ininterrupto. Rezemos para que isso tudo termine logo.

O aeroporto de Curitiba fica um pouco distante do centro da cidade, então se programe para essa demora. O trajeto é sempre bem engarrafado, segundo nossa guia, Thelma, que estava responsável pela equipe de "Entre Nós" e de outras equipes da Mostra Baiana. Realmente, demoramos cerca de 1 hora até chegar em meu hotel, e com pouco engarrafamento. A volta foi um pouco mais rápida porque foi as 7 da manhã, mas não arrisque. Saia cedo!


Curitiba é muito limpa. O transporte público incluído nisso aí. Mas é uma cidade grande no Brasil, e isso significa que é violenta. Segundo os taxistas locais, é muito violenta. Eu acredito que é violenta, mas como qualquer outra cidade brasileira. Tenha os mesmos cuidados que você teria em sua cidade (não sair sozinho, não entrar onde não conhece, não descuidar de objetos pessoais, etc e etc). Aliás, os taxistas foram todos muito atenciosos e sempre nos deram boas dicas. 




Se quiser andar de ônibus, também rola. O sistema é ótimo e eficaz! Ficamos encantados em ver que o ônibus sempre parava do lugar certo para o encaixe na plataforma. Imaginamos que se fosse aqui, o ônibus, além de não acertar o encaixe, iria facilmente levar a plataforma junto... Essas estações funcionam super bem e são super ventiladas e até refrigeradas. Tudo muito limpo e organizado! Show de bola!

Como já acontece em algumas capitais, existe um ônibus de turismo que te leva aos principais pontos de interesse da cidade. Custa R$ 30,oo e você paga diretamente ao motorista. Você pode deixar o ônibus e voltar a pegá-lo por até 4 vezes. Ao efetuar o pagamento, você recebe os tiquetes que te dão esse direito de novo embarque. Passam a cada 30 minutos. Bom, não conseguimos pegar esse ônibus porque passou lotado, mas, se você está a passeio (e com mais tempo que nós que estávamos trabalhando) pode esperar e pegar o próximo, ou então (já que tudo é festa), pegue esse mesmo que esteja cheio.



Com a nossa falta de tempo, escolhemos ir somente ao Jardim Botânico. Se você está a passeio, vá com tempo e relaxe por lá. É extremamente limpo! Um grande verde no meio da cidade. A estufa que fica ao centro do Parque é o ponto que identifica Curitiba. Não espere muita coisa. É verde e limpo. Não está mal cuidado, mas também ainda falta muito para ser um parque perfeitamente cuidado. Falta poda e cuidados com ervas daninhas. A estufa também é um grande engodo... É mais bonita na foto mesmo... Dentro é extremamente sem graça, com plantas amontoadas... E o piso é horrível de se andar... Bom, vá lá para descansar a sombra, ou só para tirar fotos nesse que é o emblema de Curitiba. Pronto! Já é o máximo que você vai conseguir. 



A rua 24hs ficava bem perto do nosso hotel, então resolvemos dar uma andadinha por lá. 

É bonitinha, como vocês podem ver, mas é só isso mesmo. Tem uma parte de alimentação bem legal (inclusive com Subway)

Meus meninos se divertindo em um café da Rua 24hs
Em dois dias você consegue conhecer tudo. Saia em uma sexta a tarde (voos da TAM ou GOL saem de Salvador a tarde e chegam as 22hs) e volte na segunda de manhã. Dá para conhecer tudo sem problema. No aeroporto existe ainda aquele serviço de ônibus tipo executivo que te leva até o centro. Super barato (R$ 12,oo) mas o trajeto é restrito, parando apenas em poucos pontos. Verifique se seu hotel fica próximo ou então pegue um taxi, principalmente se chegar a noite. Clique aqui e veja o trajeto do ônibus. Só para lembrar, existe um site que te ajuda a calcular o valor da tarifa de taxi do aeroporto até o seu hotel (e dentro da cidade). Claro que os valores são apenas uma ideia para você. Sempre calcule pelo menos 10% a mais do que o valor dado pelo site. O site é o Taxi Fare Finder. Infelizmente a cidade de Curitiba ainda não está coberta pela site, mas deixe ele anotado aí porque sempre é bem útil.

Bom, como eu já disse, eu estava trabalhando. A viagem foi rápida e só tenho essas dicas mesmo. Deixa para a próxima...

PS - E como eu estava trabalhando na Mostra Baiana no Fringe, aproveitei e cliquei o espetáculo "O Circo de Soleinildo" de Vitória da Conquista.




23 março 2014

Mais um destino


Destino: Vancouver (British Columbia, Canada)
Motivo: Trabalho

Bom, não será o próximo destino, mas será em breve, então vamos logo escrever um pouco sobre ele. 

Eu já tinha decidido há tempos que não ficaria aqui durante a Copa. Mas como Deus sempre está ao meu lado, providenciou que eu não pagasse essa viagem. A escola onde eu trabalho vai enviar um grupo de alunos para um rápido intercâmbio em Vancouver, Canadá, e eu vou acompanhando eles. Bom pra mim! Bom não: perfeito!

E começamos os preparativos para essa viagem tirando o visto. O visto para o Canadá é um dos mais simples. E, recentemente, eles facilitaram mais ainda. Agora, o seu visto terá a mesma validade que o seu passaporte.

Não existe entrevista. Você pode contactar qualquer agente de viagem, preencher um ficha (com dados básicos), anexar seu passaporte e duas fotos 3x5 e enviar para o Consulado do Canadá que fica em São Paulo. Eles levam cerca de um mês para enviar seu passaporte de volta com o seu visto. Se você for um cara muito sem sorte, eles pedirão complementação de sua documentação, por isso solicite o seu visto com um bom tempo de antecedência, caso algo dê errado. Entre taxa consular, despachante e custos com o correio, você deve gastar cerca de R$ 700,oo (valores de hoje). Claro que se você estiver em São Paulo, pode ir direto lá com os documentos e economizar um pouquinho.

A documentação é a mesma de sempre: contra-cheques, extratos bancários, declaração do imposto de renda, certidões de casamento e de nascimento de filhos. No formulário que vai preencher, deve constar ainda todos os dados de seus irmãos (achei esquisito, mas é isso aí...) e pais (nome completo, data de nascimento, profissão e endereço).

Se você for estudar, além desses documentos básicos (que comprovam que você tem dinheiro para pagar sua viagem e se sustentar no Canadá no período que estiver lá e que tem vínculos que lhe prendem ao Brasil), precisará apresentar também uma carta de custódia, que é emitida pela instituição onde você estudará. Esse documento, a própria agência que está tratando do seu intercâmbio providenciará. Se você está em busca de uma agência legal, procure a ETC. Aqui em Salvador a dona se chama Thais e é maravilhosa!

Por enquanto é o que tenho sobre os preparativos. Mas não esperem muita coisa do Canadá não... Já estive em Vancouver e é picolé de chuchu...

(Se quiser ler mais sobre outros tipos de visto para o Canadá, dá uma olhada na página da Embaixada deles aqui na net: Embaixada do Canadá no Brasil)

22 março 2014

Morro de São Paulo

Destino: Morro de São Paulo (Bahia, Brasil)
Motivo: Descansar

Morro em Salvador há tanto tempo e pouco vou a Morro de São Paulo. O lugar é bonito. As praias são muito mais bonitas do que qualquer uma do Ceará, mas nunca registrei nada sobre o local. E como tudo tem uma primeira vez, vamos lá.

Um amigo saiu de férias e decidiu passar um final de semana em Morro de São Paulo, já que estava proibido pelo médico de pegar avião. Me chamou e eu fui.

Não há muito o que planejar para ir para Morro de São Paulo. Mesmo se você não fizer qualquer reserva, vai conseguir chegar lá e arrumar hospedagem sem muitos problemas (desde que não seja em datas festivas como Carnaval, Ano Novo...)

Existem duas formas de você chegar em Morro: a mais longa e a mais curta.

Na mais longa (e mais barata), você pega um ferry boat no terminal de São Joaquim (cidade baixa), de lá pega um ônibus até Valença e então um dos barcos até Morro de São Paulo. Outra opção é pegar uma lancha, no lugar do ferry boat, até Mar Grande (esta lancha você pega no terminar marítimo de Salvador, que fica em frente ao Mercado Modelo). De Mar Grande, um ônibus até Valença. Esse trajeto todo não leva menos de 4 horas.

Se estiver com o bolso mais mais cheio pode pegar um catamarã também no Terminal Marítimo. Custa mais caro que a opção anterior mas te leva direto para lá. A empresa Bio Tur faz essa travessia e você pode fazer reserva on line. A travessia é dentro da baia de todos os santos, mas nem por isso significa que sempre será tranquila. Se seu estômago não é muito bom para o mal del mer (como diria Poirot) tome algum medicamente antes. Para mim o melhor lugar de viajar é na frente do catamarã, mas significa que você chegará absoluta e totalmente molhado. O mar bate o tempo todo, mas a vantagem é que além de fotos fantásticas, o enjôo não bate. 

 (Farol da Barra e Edifício Oceania)

(Salvador, visto do Caramarã)

A viagem de catamarã dura entre 2 e 3 horas, a depender de como esteja o mar. Você chega em Morro e ao desembarcar precisa pagar logo uma taxa de R$ 15,00 reais que é de preservação ambiental. De cara, tem uma ladeira enooooorme para subir. Se a preguiça for grande, pode contratar um "taxi".  Esses "taxis" são carrinhos de mão que levam suas malas para onde você quiser.

(Olha a ladeira que você enfrenta logo de cara)

Morro de São Paulo é uma ilha. Carro é proibido. Até mesmo bicicletas são proibidas na maior parte da ilha. Você vai a todo lugar a pé. É uma delicia! Só não é tão bom assim quando você dá de cara com uma cobra no meio da rua... Não passei por isso, mas meu amigo passou, e eu posso garantir que não foi uma experiência nada, nada agradável meeeeeeesmo!

Subindo a ladeira você chega a igreja do local. Colocaram um neon vermelho na porta, mas eu não quero ser herege e não contarei o que pensei quando vi... A igrejinha é bem normal... Não é feia, mas também não tem qualquer atrativo.

 (Igreja por fora)

(E por dentro)

Pronto! Você já está na ilha. Pode começar a escolher onde quer se hospedar (mas pode fazer a sua reserva antes, on line mesmo). Hoje, a ilha tem tudo. Até wifi nas pousadas. Se estiver chovendo toda a água do mundo e você ficar com preguiça de sair, pode assistir Doctor Who na Netflix sem problemas. Celular e seu seu 3G funcionam normalmente. Você não estará desconectado.

Opções de restaurantes também não faltam. Todo tipo de comida (e preços). Comemos e recomendamos o "Ponto G". O restaurante pertence a italianos, então a massa é maravilhosa. Alias, só peçam massa. Pedimos filé e nos arrependemos. O tempero estava ótimo, mas a carne meio dura. Mas as massas são perfeitas. Pode pedir qualquer uma.

Na praça principal (e única...) a noite (quando o mundo não está se acabando em água) existem algumas barraquinhas de artesanato, de bebidas (batidas e roskas com quase todas as frutas do mundo), e beiju. Nesta praça ainda existem dois casarões. O mais famoso deles hoje é uma pousada, mas não se arrisquem nela. Apesar da posição privilegiada, a sujeira toma conta, então não se hospede ali. O outro casarão virou uma pizzaria. O preço é bom, e a depender de sua fome, a pizza também. Esses dois casarões ficam na praça, logo ao lado do portal que você vê abaixo. Essa é a entrada para a Rua da Fonte, também conhecida como Fonte do Imperador. Tem esse nome, como você pode imaginar, porque lá o nosso Dom Pedro tomou banho com sua amante, Domitila de Castro (a famosa Marquesa de Santos... - Agradecimentos a Dja que me lembrou o nome dela).



A Fonte em si é horrível, mas o som de água corrente é sempre uma delicia. Várias pousadas por lá também. Se tiver sorte, fique em uma em frente a fonte. Acredito que deve ser muito bom dormir ouvindo aquele som.

Hoje em dia todas as ruelas são pavimentadas. Quase uma Praia do Forte, mas sem tanto glamour. Um lugarejo agradável (se não fosse a porra da cobra!!!!!)

Bom, o meu final de semana foi com muita, muita, muita chuva. Mas nem por isso deixou de ser gostoso e "emocionante". Nosso quarto foi invadido por um animalzinho desconhecido e obediente: quando dissemos "fora", ele saiu. Tentamos tirar foto mas não conseguimos. Ou melhor: até conseguimos mas ficou feia:


E nem dá pra saber que bicho é...

A chuva ajudou muito a gente porque Morro de São só tem praia... E praia caaaaansa... Então, chovendo, a gente teve que descansar um pouquinho... Olha o toró (visto da nossa varanda):


Em nossas andanças, descobrimos que tem em teatro em Morro. E até ia ter uma apresentação, mas a chuva não deixou a gente ir ver a apresentação. Apesar de termos encontrado o Teatro, não achamos a famosa Pousada "Escorregue no Reggae". Mas registramos o teatro e uma das placas indicativas da Pousada. Aliás, vale lembrar que existem também vários Hostels muito bonitos e bem equipados (mas antes de se empolgar, lembre-se que no hostel o banheiro é coletivo e não tem frigobar no quarto. Desculpe, mas estou velha e esses pequenos confortos fazem a diferença para mim).



Para sair de Morro de São Paulo, volte ao mesmo lugar onde chegou. Existem ruínas de um velho forte, mal cuidado e ótimo para fumar maconha (até porque esse é o esporte mais praticado em toda a ilha). Fique lá curtindo uma sombra até o horário do catamarã ou vá ao Hotel que fica lá, beber uma água (mas não se hospede. Apesar de ser muito bom, você teria que subir aquela ladeira terrível cada vez que quisesse fazer algo na ilha e isso não é de Deus).

Por fim, se você gosta de praia, tem algumas... E são bonitas. Mas eu queria mesmo era ficar com meu amigo.







PS - Será que Glória Valadares agora descobre quem foi comigo pra Morro de São Paulo?

04 março 2014

Postagem de carnaval


Meu carnaval teve um pouco de tudo: mão queimada, série de TV, viagem (planejamos o lugar e fomos parar em outro), livros maravilhosos, música (afinal é carnaval...), gripe foooorte, e até mesmo o início do planejamento da viagem do fim do ano. Para mim, tudo perfeito!

Uma última reflexão de final de carnaval: encontrei um blog chamado Andarilhos do Mundo e me apaixonei. Eles tem uma alma de viajantes, como eu. E, diferente de mim, viajam demais! Queria ter a disponibilidade deles (e o dinheiro também!) para viajar tanto assim. Eles possuem textos fantásticos como por exemplo a diferença entre Viajante e Turistas. Em outros textos eles simplesmente mencionam coisas que eu já defendo a tanto tempo e que nunca encontrei adeptos (tipo: não suba na Torre Eiffel e sim na Notre Dame). Eu ia lendo e me reconhecendo. 

Que bom que eu não a única. Mesmo sem ter encontrado companheiros como eles (que pensam  o ato de viajar da mesma forma que eu), vou seguindo meu passinho. Indo quando dá para ir, mas indo. Preferindo não ter sofá na sala para juntar dinheiro para a passagem do fim de ano. Escolhendo dois dias em NY do que uma semana em um resort em Maceió. Um semana em Paris do que o Carnaval em Natal. 

E a vida segue em frente, até o próximo embarque.

16 fevereiro 2014

Fotos 2013

Ainda não tive tempo (leia-se dinheiro) para mandar imprimir, porque não quero uma única cópia. quero fazer algumas cópias para algumas pessoas, e dar para umas e não para outras, não acho legal. Por enquanto, fico só com a versão digital.

06 setembro 2013

Só com a lua


Eu tive um dia cinza. Mas era só uma nuvem. Ela foi embora tão rápido quanto chegou.

Mas o sol durou pouco. Agora o inverno já se instalou. Ele vai ser longo e frio. E meus dias serão cinzas. E as noites mais escuras ainda.

E só a música para trazer a cor de volta. Mas, não consigo esquecer que sonhar não dá em nada. E volto a caminhar, sem música, só com a lua. Como nunca deveria deixar de ter sido.

18 agosto 2013

Poesia

"Eu queria estar por aí 
Simplesmente pra poder sentir
o carinho de uma flor muito rara, 
que nasce em desertos,  
que faz reviver.

Eu queria estar por aí 
Na bagunça de uma paixão
De sonhar com as nuvens, 
congelar a saudade, 
te abraçar feito vento e mar.
 
Eu queria era ser avião, 
e voar para sua direção, 
e virar passarinho que encontrou o ninho 
que se abriga nos braços do amor."

"Minha flor, 
está fora do meu jardim, 
está longe do coração, 
viajou para outro céu.

Minha flor, 
de uma primavera singular, 
fez o universo melhorar, 
com o seu jeito tão bom de ser.
 
Flor que vem, 
embebecida no mel do amor, 
que traz o bem em forma de calor, 
a energia do grande astral.
 
Vou plantar essa menina no meu jardim, 
pra que o tempo não chegue ao fim 
e que eu tenha um jardim só de você"
ADALÍCIO ANJOS

Ler isso é transformar um dia frio aqui de São Paulo em pura alegria. Aquela alegria que teima em não sair do rosto nem do coração da gente. Dá aquela vontade de segurar a mão de quem a gente ama e caminhar por todos os luares. E por toda a vida. 

Pena que sonhar não dá em nada...

09 agosto 2013

Perdida

E de repente eu me perco. De novo.

O dia dos pais insiste em chegar. Todos os anos. A vontade é sempre a mesma: sumir. Na verdade, a vontade é de ter um pai. Não consigo sé me conformar por já ter tido um. Por ter tido o melhor de todos, enquanto algumas pessoas sequer tiveram a oportunidade de ter um. Mas meu egoismo é maior do que o mundo. 

Este ano eu estou pior. Resolvi colocar mais gente dentro do meu egoismo. Gente maravilhosa mas que eu não estou conseguindo poupar. E pior do que isso: quando me dei conta hoje, estava contando pra ele de toda essa dor que eu sinto. E o quanto me faz bem tê-lo por perto. E tento preencher a ausência de um com a presença do outro. E, por segundo, mando mil mensagens para ele. Mas vou respirar fundo e pedir desculpas. Agora é a única coisa que posso fazer.

E vamos seguindo em frente. Um dia essa dor acaba e me leva daqui. Nesse dia, como já disse Pixinguinha, serei feliz, bem feliz.


03 agosto 2013

Maestro

Hoje eu ouvi a frase: "Eu estou tão cansado..." De imediato veio Vapor Barato a mente... 

"Sim!
Eu estou tão cansado
Mas não pra dizer
Que eu não acredito
Mais em você..."

E Vapor Barato me remete a outras coisas... Mas quero me lembrar do Vapor Barato de hoje. Dito por uma criança linda, cheia de ideias e emoções a flor da pele. Mas não tanto que o faça morrer. Aliás, ele é cheio de vida. Muita vida nos olhos. Olhos lindos. Lindos de doer. De me fazer perder (ganhar!) a noite só olhando. Mesmo que não me fitem.

Eu estou em casa, mas a vontade era de estar (continuar) conversando com ele. Ouvi-lo. Aprendendo. Queria saber escrever. Queria poder fazer poesias. Não sei. Só sei mesmo ficar embevecida pela arte que só ele saber fazer. Só sei ver, ouvir e me encantar... 

Muito bom ganhar mais um amigo. Não sei se ele vai ser apenas parte da minha história daqui a um ano, mas hoje ele é alguém com quem eu gosto de dormir. E gosto de acordar também.

Mas eu também posso dizer agora, no final dessa sexta, inicio de sábado, que estou muito cansada. O dia foi longo. Longo mesmo. Mas, se tivesse que escolher, queria que fosse 7 da manhã de sexta. E que o dia nunca acabasse.

O que eu queria mesmo era cantar Vapor Barato. Mas só uma estrofe:
"Oh, sim, eu estou tão cansada
Mas não pra dizer
Que eu tô indo embora"

E ficaria... O tempo que ele deixasse...