29 março 2008

75. O Indignado

Dja e Claudinho


Dja e Frank

De indignada eu não tenho nada! Pelo contrário! Estou é muito feliz! O sucesso da peça “O Indignado” já está certo, a julgar pela estréia! Super concorrida e apesar do engarrafamento da porta devido a saída dos alunos da escola onde o teatro está localizado, deu para todo mundo chegar na hora.

A peça é dirigida por Fernando Guerreiro (se você não sabe quem é, tenho muita pena de sua suposta vida cultural....), e foi concebida originalmente para ser uma “stand up comedy”, que é aquela comédia que o ator simplesmente bate um papo com a platéia. Guerreiro achou que era pouco, já que o ator escolhido era nada menos que Frank Menezes. Transformou o texto em monólogo e eu nem preciso dizer que ficou maravilhoso!

Bom, mas adivinha de quem é o texto? De Cláudio Simões e de Djaman Barbosa. Tudo bem se você não ouviu falar do segundo. Como confessado no final da peça, este é o primeiro texto dele. Mas o primeiro de outros sucessos. Como eu tenho tanta certeza disto? Porque já o conheço há mais anos do que posso confessar...

Sucesso é o novo sobrenome de Dja. Sorte, amigo, nesse seu novo rumo. Talento já está provado que você tem. Um super beijo!!!!

25 março 2008

74. Love of my life

A música (acreditem!) foi feita para uma mulher! A mulher da vida de Freddy Mercury, pois, apesar de ser gay, tinha sim a mulher que ficou ao lado dele até o último dia. A mulher de sua vida.

Como Freddy, eu acredito que quem vai estar ao meu lado até o último dia, vai ser uma pessoa que me ame, mesmo com meus defeitos. Que me ama por quem sou. Não será a pessoa com quem eu durmo. Será a pessoa com quem eu sonho todas as noites. Será, com certeza, o meu melhor amigo.

Curta Freddy cantando e se una ao coro.

Ladies and gentlemen, Queen:

15 março 2008

73. Manual do Clichê


Através do Sigo Adiante, descobri esse Manual do Bruno Motta & Daniel Alves.

Destaque para:

* Pelo menos um de um par de gêmeos nasce diabólico. (Vide Cláudia e Allan, Nathila e Kaline Cotrim. Se essa regra não for verdade, então o problema está na família Cotrim!!!! Caso hajam dúvidas, os diabólicos são sempre os segundos! )




Quando estiverem com tempo, passem por lá e divirtam-se. É muito tempo ocioso....



19 fevereiro 2008

72.TCA

O governo do estado da Bahia tem um projeto bastante interessante: aos domingos, 11 da manhã, ele abre a sala principal do Teatro Castro Alves a 1 real a inteira (0,50 a meia, acredite!!!) e apresenta grandes espetáculos que fizeram (ou fazem!) sucesso aqui na Bahia, dando preferência, obviamente, a espetáculos baianos. Esse domingo passado eu assisti "O Vôo da Asa Branca", espetáculo de Diolindo Chechucci que conta (e canta!) a história de Luiz Gonzaga, o nosso rei do baião.

O TCA é a maior e melhor sala de espetáculos da américa latina. Conta com mais de 1.500 lugares, tem uma acústica perfeita e de qualquer lugar que você esteja a vizualização do palco é igualmente maravilhosa. Chegamos tarde e acabamos ficando na fila Z-9, mas o esptáculo foi excelente mesmo assim. Só lembrando ainda que a climatização é um primor! Os gerentes dos cinemas poderiam fazer uma visitinha ao TCA e aprenderem um pouco de como deixar a sala climatizada e não congelante, proporcionando assim um real conforto aos seus clientes. E as poltronas, apesar de já estarem apagando 15 velinhas, só muito confortáveis e absolutamente nada a reclamar sobre o espaço e so funcionários do TCA. Aliás, é bom ainda frisar que a organização estava de bater palmas! O esquema foi organizado de forma que não haviam filas, e nem cambistas. Fantástico, como sempre deveria ser. O governo e a administração do TCA todos de parabéns.

Mas eu já não posso falar o mesmo com relação ao público. Imaginem que a sala estava cheia de crianças, que choravam, pediam para ir embora, perguntavam quando o espetáculo iria acabar, etc. Que pais absurdamente ignorantes para levarem crinaças de colo para um espetaculo adulto!!! Tudo bem que não havia censura, mas bom senso deveria fazer parte do critério para ser entrar em uma sala de teatro. Alias, as cenas com os celulares tocando e entoando um verdadeira cantilena, pareciam até que uma trilha sonora na peça, já que não paravam nunca! Que povo mais mal educado! Mas ainda tem coisa: mesmo no silencioso, um lindinho resolveu olhar quem estava ligando para ele, em uma cena em que o ator cantava "Que nem giló", só com um pequeno foco de luz nele, e o resto do teatro absolutament escuro. Será que a critura ficou com medo do escuro e resolveu ligar o celular para "clarear um pouco" e assim podermos ver melhor o palco?

AH! E fotos? Toda hora alguém tirava foto! Um horror!

O governo até que tenta acertar (e deu uma bola dentro!), mas será que o povo merece mesmo? Eu não assisto mais nenhuma peça por esse projeto, por melhor que seja. Eu já tinha visto a essa peça, mas fui assistir de novo por ser amiga do ator protagonista e da produção, mas a minha decepção com o público foi tamanha que acho que o governo deveria mandar a merda e não mais propiciar esse tipo de evento a quem não tem compostura para entrar em uma sala de teatro. Acho que o que vi foi no mínimo desrespeito aos profissionais que estavam ali.

PS - Mas o melhor do dia foi, sem dúvida um belo beijo que me roubaram! Que beijo bom...

06 fevereiro 2008

71. Nem tudo é perfeito.

O Carnaval da Bahia é maravilhoso sim! Mas, algumas cenas foram totalmente ridículas!
Vamos aos troféus:

1 - Choro mais forçado: Claudia Leite no último dia de Babado Novo. (Só para lembrara, ela começa carreia solo, mas a banda é exatamente a mesma... Só não vai mais se chamar "Babado Novo". O empresário também é o mesmo...)

2 - Cena mais patética: O "Pai Nosso" rezado pela equipe do Babado Novo. Tão fora de hora quando forçado...

3 - A pior frase: Daniela Mercury para Tatau: "Puxe o que você quiser que eu acompanho! Mas cante algo conhecido."

4 - Bloco mais descaracterizado: Filhos de Gandhi. Tinha baiano lá? Acho que só Gil...

5 - Troféu mais ridículo: A melhor música, pela Band. Foi escolhida a música do Babado Novo. Alguém aí sabe pelo menos o nome da música?

Bye, bye turistas! Agora começa o carnaval de verdade! Para vocês, só ano que vem!

03 fevereiro 2008

70. Acabou!


Não dá prá esconder o que eu sinto por Tatau e Ara Ketu. E se você nunca saiu no Ara, não tem a mínima noção do que é! Não tem como explicar! Nem me venham com história de Chiclete, Ivete ou qualquer outro! Já sai com esses e muitos outros. Nada é igual a emoção do Ara & Tatau!

Hoje Tatau se despediu no bloco que puxou por 23 anos. Segundo ele mesmo, o Ara foi quem deu a ele régua e compasso. E a despedida foi muito bonita! Emocionante como poucas passagens de trio! Mais forte do que qualquer encontro entre cantores e/ou trios. Como era de se imaginar, a emoção foi forte demais e Tatau chorou. Junto com ele, milhares choravam, mas aguentaram a música na garganta, já que ele não conseguia.

Eu já vi muita gente saindo de seu bloco e/ou banda para partir para carreia solo. Vi Ivete saindo da Banda Eva. Daniela Mercury da Cia. Click. Márcia Freire do Cheiro de Amor. Carla Cristina dAs Meninas. Ninha e Xexéu da Timbalada. Netinho da Banda Beijo. E só esse ano ainda tem Claudia Leite saindo do Babado Novo e Tomate do Rapazolla. Nada foi ou será tão emocionante quando ver aquele negro, dono de uma mais do que poderosa voz, não aguentando segurar uma nota, enquanto o povo cantava por ele uma música que não é mais só o Hino do Ara Ketu. "Ara Ketu bom demais" virou um marco do Carnaval. Todo mundo canta e adora! Tirou o bloco Ara Ketu do subúrbio onde nasceu e criou os (hoje famosos!) ensaios! Junto com "Chame Gente", são as músicas obrigatórias do folião.

Tatau se despediu no circuito tradicional, onde sempre foi rei. Separado do Ara Ketu, a gente sabe que o vozeirão vai longe...

Mas eu paro para pensar (em pleno carvanal? pensar?). O Carnaval da Bahia não é mais o mesmo... Se até Tatau se separou do Ara Ketu, o que vem por aí? Coisas boas, com certeza, mas para o mundo ver. O baiano já fez e já pulou muito carnaval. Mas o bom carnaval, aquele de mortalha, de prefixo de verão, de encontro de trio na praça Castro Alves, de Missinho, de Faraó, de Luis Caldas, de Laurinha, Sarajane, isso acabou! Isso era da época em que os baianos faziam carnaval para se divertirem. Faziam o carnaval para si mesmos. Hoje faz-se carnaval para ganhar dinheiro dos milhares de turistas que invadem a bela capital baiana.

Tudo bem. Que o resto do mundo usufrua desse dom baiano de fazer festa, de receber o turista, de cantar e dançar. Nós temos o resto do ano. Vocês, 7 dias... Aliás, o baiano é festa. O resto do mundo, apenas tenta se divertir. Mas não se compra estado de espírito junto com o abadá, nem junto com o camarote. É por isso que o baiano de verdade, não se rende a camarotes. Gente! Tem coisa mais artificial do que esses camarotes? O baiano gosta é do chão! Da avenida sob seus pés (bom, as vezes a gente perde a avenida, mas sabe que ela está lá... em algum lugar, não é Nivando?)

E, só mais uma... Baiano de verdade não COMPRA abadás e/ou camarotes. Ele ganha. E, como esse ano, não vai a nenhum! Nem mesmo ao trio do Ara Ketu. Por que? Simplesmente PORQUE PODE!

PS - Se você não sabe e/ou não conhece qualquer das coisas ou pessoas a que me referi no texto, é porque não é baiano. Tá perdoado, afinal, ninguém é perfeito.

30 janeiro 2008

69. A ciência da paciência que crê no improvável

Recebi esse texto ontem. Ou melhor, recebi há 15 minutos. Mas 15 já podem transformar o ontem em hoje. E podem também criar uma bela amizade.

"Incríveis são os caminhos do improvável.

Essa história começa nos finais da década de 80, uma época que os barrigudinhos que hoje buscam seus filhos pré adolescentes na escola lembram com nostalgia e com uma pitada de orgulho. Olhando pra lá vejo um colégio que mais parecia um sonho, grande, verde, alegre e entupido de garotos e garotas que não conheciam a poesia de Renato Russo mas adoravam repetir o refrão do Cante Hosana (desculpem caros leitores, mas só quem foi aluno Redentorista sabe do que estou falando). Época em que jogar Odissey era a moda e Atari um luxo; Orkut e Messenger seriam apenas termos em inglês não encontrados no dicionário da biblioteca.

Década e meia depois, no boom da Internet, dois garotos daquela época se esbarram em meio aos milhões de bytes transmitidos pelas fibras ópticas. Desse encontro surge uma amizade não explorada, calcada na capacidade de lidar com as letras e com as informações desse cyber espaço, uma mente feminina brilhante e uma mente masculina curiosa encontram uma na outra momentos pra recordar e se divertir... But...

Mas o cinismo é o pai de todas as relações, mesmo as mais sinceras e fraternais... entre afinidades e troca de mensagens, mais amigos se entrelaçam nessa teia de mundos diferentes e relações desiguais.

Como é fácil ser sincero diante do teclado, como é difícil acreditar sem olhar nos olhos.

Everybody lies... esse foi o gatilho do estopim de mais uma enxurrada de novas sensações, deixar a mente viajar no impossível. O que fazer quando uma mente alcoviteira e criativa se dispõe a tirar da sua zona de conforto uma mente centrada e proativa graças às idéias de uma mente inconseqüente e influenciada pela libido. Libido essa gerada por um contorno labial desenhado a mão.

De Ssa para capital alencarina, daqui dos verdes mares para terra do Bonfim as mensagens fluíam no ritmo do divertimento e na quase embriaguês do sono do fim do expediente. Entre especulações, diretas, indiretas, alcovitagem e cantadas de baixo calão o improvável se postou como o dono da situação sem, no entanto, entender que a paciência estaria firme e forte a esperar. Afinal, como fala aquele lugar comum: enquanto o impossível não tomar, definitivamente, o lugar do difícil; deve-se acreditar.

Se existe amizade entre homem e mulher?

Existe sim, mas qualquer coisa nesse mundo fica melhor com beijo na boca!

Desse modo o garoto que correu pelos pátios do velho Redentorista, hoje escreve da cadeira azul para a nova amiga do 14º andar pra que ela saiba que a dona da cadeira rosa ainda permanece com o mesmo status. Afinal lábios não mudam e vontades também não!

Pacientemente, acreditando que todo mundo mente!"

PS - O meu primo Daniel não é certo. Mas fez uma coisa certa pela primeira vez na vida: me apresentou a essa loura aí, que é a "culpada" pelo texto acima, por essa minha nova amizade, e por muitas outras coisas boas na minha vida.

PS 2 - Ao autor do texto: me aguarde... Não é só o link do Bem Resolvida que fala das minhas idéias sobre se é possível existir amizade entre homens e mulheres sem que haja sexo entre eles... E, como eu já disse, isto é uma ameaça ...

29 janeiro 2008

68. My demon


Assisti de novo "A Bússula de Ouro" ontem. Fui com dois amigos e saímos do cinema brincando, falando que nossos bichinhos de estimação eram nossos "demons". Bom, em matéria de demons, nós vamos muuuuuito mal. O "demon" de um desses meus amigos fez xixi em toda a cama e foi dormir na cozinha de castigo, e a minha puxou a toalha da mesa e destruiu tudo que estava em cima dela. Achou pouco e, de madrugada, resolveu brincar com o prata de comida, fazendo um barrulho terrível. Tomei e escondi o pratinho. Aí minha demon resolveu tomar banho de piscina, mas como no ap não tem piscina, foi no pratinho de água mesmo. Ele é pesado, pois tem gesso em baixo, e ela não consegui virar, então resolveu bater as patas dentro até derramar toda a água!

Nesta hora, me lembrei que minha demon está muito mais para "sementinha do mal"....

E olha que na semana passada ela chegou até a ficar internada, pois estava doente. Esá descontando o tempo perdido?

15 janeiro 2008

14 janeiro 2008

66. "Oi Coração, não dá prá falar muito não..."


Sabe quando um final de semana é simplesmente magnífico? Pois o meu foi! Teve de tudo um pouquinho. Claro que com a participação especial de meus amigos e de meu pai. Sem eles, nada existe.

Mas se tudo foi tão perfeito, onde está o erro? No diabo do bichinho chamado "saudade".... De nada adianta saber que existem as coisas boas da vida, quando esse bichinho se senta no seu colo. Aliás, até lembrar dessas coisas boas, podem doer um bocado! Tomar café de manhã, ou assistir "Abril despedaçado", descobrindo a vontade de voar... Tudo isso não são coisas boas da vida, se o verbo a ser conjugado estiver no passado.

E a saudade começou com um dos meus "lôros", que ligou na saída da peça... O meu peito apertou. Eu queria ter ficado ao lado dele muito mais do que fiquei. Não sabia que as coisas iriam acontecer tão rápido, e que eu teria que voltar...

E a garganta fecha e não deixa sair som. Fim de noite de domingo, e nem Chico Buarque me deixa esquecer...

Mudo a estação. Desligo o celular. Mas a net e a poesia de meu amigo Múcio, de novo me lembra que a vontade de estar junto é forte... E que talvez seja para sentir por mais tempo do que eu mereça.

"Você se foi
e aqui
faz tanto frio,

trago
a janela fechada,
e o porta-retratos

vazio."
Múcio L. Góes

E olhe que eu nem falei de Allan...