Entre Nós


Já estou com os meninos de "Entre Nós" desde a primeira (quase já longínqua) temporada em janeiro de 2012. O espetáculo, desde a primeira vez, me diverti muito com a peça. O texto é fantástico e os meninos estão perfeitos. Não foi a toa que levou três prêmios Braskem de Teatro (melhor texto - João Sanches, melhor ator - Igor Epitânio e melhor espetáculo). Ficar aqui falando a peça seria chover no molhado. Todo mundo já comentou a excelência... Até eu mesma já o fiz no post anterior. 

Hoje quero falar, especificamente, do espetáculo de ontem na sala do coro.

Sabe o que fez a diferença ontem? O público! Sem dúvida, o público é mais um componente de qualquer espetáculo. Quando o público "compra" a ideia, se envolve e se joga, o espetáculo no palco se torna maior! Ontem, perdemos a conta de quantos aplausos em cena aberta o público puxou! O público até mesmo respondeu as provocações dos atores e pediam, muito antes do final da peça, que houvesse um beijo entre os protagonistas. Lindo. Lindo demais!

Voltei pra casa pensando o porque as pessoas não vão mais ao teatro. Aquela emoção de ontem, sentida e repassada por todos da plateia, era obrigatória na antiga Grécia, onde, além do fármaco (remédi propriamente dito) o médico lhe receitava também uma peça, como parte do tratamento. E que bom que eu pude participar daquele momento único e arrepiante. Momento que nunca mais se repetirá, porque as plateias mudam, as emoções também, e, por isso mesmo, todas as noites nós temos um espetáculo diferente.