130. A Bahia já me deu



Pois é. Tou indo embora. Não é assim: "feliz". Mas também não está sendo "feliz" ficar por aqui. Então vamos tentar uma nova possibilidade. Isto me faz seguir adiante. Buscar esse "move on", tem sido mais difícil a cada dia.

Mas não tenho medo desse futuro tão incerto, afinal, a Bahia já me deu (Graças a Deus!), régua e compasso! E isso ninguém me tira!

129. Sobre vampiros

Claro que já assisti "Crepúsculo". Claro que achei o livro muito superior... Mas (entre outras coisas... mas deixo isso para a crítica de Pablo Vilaça, com quem concordo, principalmente quando fala do roteirista Rosenberg. Mas vão lá ler a crítica. Adoro o final, com aquela ironia...) o que decepciona é que os atores escolhidos para viverem a família "Cullen" não podem ser considerados "maravilhosos, perfeitos, deuses". Também os outros atores que vivem os outros vampiros não dá pra considerar mais do que "meros mortais de Hollywood" (leia-se pessoas com beleza mediana). Por esse aspecto, o filme peca muito. "Entrevista com um vampiro", por exemplo, dá uma banho sem fim (alguém aí discorda?).

Tanto nas obras de Stephenie, quanto qualquer livro com o tema, os vampiros são sempres descritos como "seres de beleza infinita". Quando parados parecem até estátuas renascentistas, já que também apresentam a pele alva (ou pelo menos esbranquiçada). Por essas duas características, minha alma gêmea, que se diz meio vampiro, estaria fora do páreo.

Em contra-partida, lembrei de uma característica minha que tem um fundo vampiresco. Tenho "sérios problemas" com o cheiro das pessoas... Na verdade, não suporto perfume. Gosto do cheiro natural das pessoas. Há pouco tempo, revelei a um irmão que, quando éramos mais
jovens, eu mal conseguiu dividir o quarto com ele, porque o cheiro dele me sufocava. Eu podia dizer com exatidão, todos os objetos que ele havia tocado. Odiava quando ele ia ao meu quarto e se sentava na minha cama, por qualquer motivo: se eu não trocasse a roupa de cama, não conseguiria dormir. Minha mãe se assustava quando eu dizia que o Geo tinha mexido nas minhas coisas, quando eu não deveria sequer saber que ele havia passado por lá. Até hoje, gosto muito do cheiro das pessoas...

Ontem a noite, descobrimos (eu e uns amigos) outras possibilidades: olhos que constantemente mudam de cor, aversão pela luz do dia... Pronto! Foi até aqui que o teor de sangue no alcóol que bebíamos nos levou... Depois disto, foram divagações muito profundas, que eu tenho medo de revelar, mas, com imaginação, vocês até podem descobrir...

128. Crepúsculo

Não leia.

Você pode ficar sem fôlego.

Ou pode sonhar em ser vampiro.

De novo...
Updating: O filme também é de tirar o fôlego. Não me lembro de ter ficado tão louca por causa de um livro desde "O Sócio". Definitivamente o universo do vampiro me fascina. Um dia acordei de noite chorando porque havia sonhado que minha alma gêmea era um vampiro. Hoje acho que chorava porque eu também não era...

127. Musicais

Um amigo meu diz que gostaria muito de viver em uma novela de Manoel Carlos, produzida pela Rede Globo. Eu não.

Neste final de semana, eu estavo em um shopping com um amigo e, dando vazão ao bom vício de comprar DVD e CDs, fomos parar na Americanas. De repente, por causa de um CD, ele começou a cantar “Eu não toco Raul” (do Pedra Letícia). Tinha tudo com o momento: eu tava vendo um CD de Raul e larguei... Tudo com a minha história: fui casada com um ator que “aconteceu” para o mundo interpretando Raul Seixas no teatro aqui na Bahia, e me deu um rico chute na bunda quando ficou famoso...

Logo depois, encontrei com outro amigo e, na casa dele, outros foram chegando e rolou um rico Karaoke. Quando achei lá no livrinho “Dancing Queen”, tomei coragem (e olhe que eu não bebo!!!!) De cara limpa, me joguei! E, absolutamente tomada pelo espírito de Mama-Streep-Mia, me acabei. Mas alguns, já “mais felizes”com o álcool, começaram a cantar também. E eu, com os meus “back vocals” entreguei o último centímetro de bom senso e me larguei na coreografia... A coisa era “extremamente elaborada”, mas como eu estava cercada somente de “bailarinos da Broadway”, quando me dei conta, toda a “platéia” já estava me acompanhando na coreografia...

E a noite seguiu... Muita, mas muita música e muita dança...

E eu agora tenho a mais absoluta certeza: nada de Manoel Carlos - eu queria mesmo era viver em um musical. E produzido por Hollywood... Porque, vamos combinar, por mais que eu ame Chico, “Ópera do Malandro” não dá, né?

PS – Dicas de musicais:

· Nasce uma estrela – a versão com Judy Garland.

· Cantando na Chuva – duvido que você não cante cada vez que tome chuva, depois de ver esse filme...

· Hairspray – a versão com John Travolta (ele faz uma mulher, e gorda!)

· E aumente o som da sala, tire todo o mobiliário e coloque Mama Mia... Catarse TOTAAAAAAAAL! (Vejam aí embaixo o clip dos créditos... Imagem o resto do filme...)






126. Ano Novo


Pois bem. A prefeitura de Fortaleza anunciou que o Ano Novo vai ser com festa no aterro da Praia de Iracema, e este ano as atrações serão Daniela Mercury, Gilberto Gil e Lulu Santos, com um gasto aproximado de R$ 3,5 milhões. (Alguém notou aí que são DOIS baianos????)

Bom, eu passei a última virada do ano lá mesmo no aterro, ao som do Paralamas do Sucesso, Alcione e Bateria da Mangueira. Foi bom. Nada mais que isso. Falta ao povo o calor que só mesmo na Bahia a agente encontra, ond eo povo SABE fazer festa! Talvez por isso essa ano, a Prefeitura tenha decido por dois artistas baianos... Até porque se existissem artistas cearences no nivel desses dois aí (e de muuuuuitos outros baianos) a ponto de REALMENTE animar uma virada de ano, a Prefeitura deveria contratá-los não é mesmo???? Ponto para a Prefeita de Fortaleza, que pelo menos sabe escolher!

Foi tudo muito bom, organizado, limpo, tranquilo. Na verdade, até tranquilo demais para o meu gosto, porque haviam famílias inteiras com mesas, cadeiras, colchões e barracas, onde dormiam seus pequenos rebentos. Helloooooooooooooooo! Estávamos lá para celebrar, cantar, dançar e não para DORMIR!!!!! Isso sem contar que simplesmente NÂO existiam ambulantes (creio que proibidos pela Prefeitura) e quem não levou sua propria bebida morreu de sede!

Este ano, não passarei no aterro. Ainda nem sei onde devo estar, vez que estou em uma viagem sem data nem rumo a partir do dia 28. Acredito, de verdade, que este ano no aterro, as coisas serão mais animadas e interessantes; não pelo povo, mas pelos artistas ali colocados. Daniela e Gil vão mostar UM POUCO do que a Bahia tem. Mas só um pouco... Porque festa, mas festa de verdade, para valer mesmo, vai rolar no primeira pôr-do-sol do ano, no Farol da Barra (em um dos locais mais lindos de Salvador) onde Daniela recebe (há mais de 10 anos....) vários convidados ilustres...

E a Prefeitura não paga nadinha por isso...

PS - Vou ter saudade. Muita saudade...

125. Conselho

É a mais pura verdade: se conselho fosse bom, seria vendido. Por que a gente pede conselho se dificilmente ouvimos?

Há alguns dias, uma amiga me ligou e pediu milhões de informações sobre a minha tatuagem: quem fez, quanto foi, onde eu achei o desenho, etc, etc. Mas, o que ela queria mesmo era saber o que todo mundo sempre pergunta: doi? Claro que doi. Mas existem formas que diminuem a dor. Contei a ela a minha experiência, que foi ótima, apesar de minha tatuagem não ser tão pequena. Até disse a ela que eu pretendia fazer uma outra assim que rolasse uma inspiração sobre o que tatuar.

Mas ela queria fazer a tatuagem no pé. Eu resolvi perguntar a um amigo que tem várias, inclusive no pé. Ele foi bem enfático e decretou: é o lugar que mais doi. Repassei a informação com a mesma veemência.

Ontem me liga a tal amiga: era a infeliz “proprietária” de uma “meia tatuagem” no pé. Tomou todas as precauções “anti dor” que eu indiquei, e foi lá. Mas, no meio da tatuagem, não aguentou a dor e pediu para o tatuador parar. E aí não adiantou ele argumentar que a tatoo ainda não estava terminada e que isso e que aquilo... Ela só pensava que TAVA DOENDO DEMAIS! E não deixou mais ele tocar no pé dela!

Resumo da ópera: pra que pediu o conselho se ia fazer no pé de qualquer jeito?

PS – Vou sentir falta de você, me fazendo rir mesmo quando eu faço bogagem, viu?