24. Fazendo compras.

Em pleno carnaval, resolvi sair e fazer compras com os amigos da Irmandade do Chat Noir. Famos ao supermercado eu, Allan, Tacy, Bruno (meu filho, não o meu irmão), Juju e Marconinho. Veja se conseguimos comprar alguma coisa....

Allan foi chegando e se empolgando com um negócio que fazia um barulho horroroso!
Olha a cara de menino pequeno!
Tacy não acreditava que Bruno já estivesseno chão e tocando corneta!
E já que vale ficar no chão. Tacy se sentiu fazend o picnic e estende um tapete no chão.
Sentou e fez pose! Eu aguento?
Juju e Tacy, logo depois se encantaram com as lancheirinhas da Cinderela.
Achei um absurdo! Com tanta lancheira da Hello Kity elas quiseram logo a da Cinderela!
Tacy e a revista que descobriu o segredo dela... Mas mesmo assim ela vai casar.
Mas o noivo é o meu filho, então, eu aceitei....
A pessoa não aguentou ver as máscaras de carnaval...

Depois dessas fotos, dá para adivinhar o que tinha no carrinho de compras não dá? Cerveja, cerveja, tiragosto e cervaja. É. Não posso dizer que meu carnaval foi ruim.

23. Procura-se Igor, desesperadamente!

Adoro morar sozinha. Deixar minha bagunça e encontrá-la do jeitinho que deixei. Saber o que tem na geladeira (mesmo que já esteja vencido). Ouvir Chico Buarque ou Araketu quando eu bem entender.

Mas tudo tem um preço.

Peguei uma gripe daquelas que parecem encosto e não largam mesmo. Melhorava um pouquinho, mas chegava em casa acabada pois dou aula no ar condicionado. Ontem estava muito mal. O negócio estava tão feio que nem força para fazer um chá ou mesmo procurar o remédio, eu tive. Fiquei lá na cama, com o corpo que parecia ter sido esmagado. Recebi um telefonema lindo de um amigo (que mora em outra cidade), que, ao descobrir (pela minha voz) que eu estava doente, sentenciou:

“ – Você tem que vir morar aqui. Nessas horas eu poderia estar cuidando de você, como eu sempre fiz.”

É verdade. Ele sempre cuidou de mim. Mas não foi o único a quem já dei (muito) trabalho. Ontem dormi me lembrando do meu “loro” lindo, com quem tive o prazer de morar durante alguns anos. Esse também cuidava de mim. Aliás, fazia, na verdade, muito mais do que cuidar. Me paparicava. Cuidava desde minhas crises de stress (corre para o hospital! Posto médico! Chama a Vitalmed!), aos bolos de cenoura com chocolate. Isso sem contar a função “cupido”. Ah! E, só de quebra, ele ainda é um doce de pessoa e um homem lindo (Lindo? Não, não! Ele é muuuuuuuuito lindo! Gostoso! Poderoso! TUUUUUUDO! TDB geral!)

Só não deixem ele colocar um “armador de rede” na parede. Definitivamente essa não é a especialidade dele. Uma vez ele foi fazer isso. Quando cheguei em casa achei a surpresa! A rede na varanda já armadinha da silva, como você podem ver na foto ao lado. Do lado do armador, um bilhete colado na parede dizia para eu não mexer em nada. E a verdade que o bilhete escondia era uma parece cheia de “tentativas”, que podem também ser chamadas de “buracos”.

Em compensação, é um especialista na arte de fazer chás e servir na cama, beber Lambrusco e de contar histórias e estórias. Tudo isso, claro emoldurado com seu sorriso doce e seus olhos azuis.

Sinto falta da companhia dele.

Sinto mesmo.

PS 1 – Loro, aqui em Little Hole tem um monte de parede para tu furar quando quiser, viu?

PS 2 - Olha "nois" aí deitados na "prova do crime".

23. É d'Oxum

Para quem não acreditou (leia-se Nivando & Cia), eu não pulei carnaval. Fiquei com meu pai, com amigos e com "LOST". Oportunidades, abadás e trios não me faltaram. Até me senti tentada, mas sabe de uma coisa: no fundo, não me fez falta. Não sei se o fato de morar em Salvador ajuda, afinal, o que esses turistas pagam tão caro para ver durante esses 5, 6 dias, eu tenho o ano todo.

Entre outras ocupações durante o feriado, vieram várias lembraças de carnavais passados. Na balança, todos com o mesmo peso. Inegável porém o fato de que o carnaval em Salvador está diferente. Todos os meus amigos, este ano, eram sempre unânimes em dizer que o melhor carnaval era sempre no camarote tal (única discordâncias entre eles). Um tinha "open bar", outro "acesso à praia", outro era melhor "o acesso", outro tem mais "gente bonita para beijar" etc, etc. Não gosto disso não. Carnaval é no chão. É correndo atrás do trio. É dançando até o tênis acabar. É sentando no meio-fio pois os pés não aguentam o peso do corpo de tanto dançar. Não consigo gostar de camarote. Não gosto de "ver" a festa. Gosto de fazer parte dela.

Sempre fui foliã de "chão". De sair na avenida ao meio-dia, às 7 parar e lanchar, descer a ladeira da Barra a pé e ir até o Farol começar tudo de novo. Sou da época que a gente estava muito mais preocupado em saber qual o trio que desceria para a Barra do que quanto custava um camarote.

Sou da época que Netinho tinha cabelo branco e ficava rouco na quarta-feira de cinzas. Que Daniela assumia o seu cabelo e Ivete fazia back. Que o arrastão em Ondina não existia. Sou da época da "pipoca de Laurinha", do "Vale de Sarajane", do "Faraó de Margarete", da "banda Mel que subia a Ladeira do Pelô na sexta-feira". Cantei (gritei, na verdade..) que "Eu vou atrás do trio elétrico, vou", e c
urtia uma "baianidade nagô" que Deus sabe onde arrumei.

Sou da época que inspirou Gerônimo a compor o tema afetivo de Salvador: É d'Oxum. Você só sabe o refrão? Não conhece? Tranquilo, amigo. Você não é baiano, afinal, a Bahia, como já se disse, é um estado de espírito. Ser baiano, um privilégio.

PS 1 - Não deixem de ouvir a música abaixo. Linda demais!!!! Como a Bahia!!!
PS 2 - Antes que me apedrejem, eu assumo que não sou baiana. Deus sabe o que faz: eu tão maravilhosa assim, se fosse baiana seria igual a Ele. Como Ele não gosta de concorrência...
PS 3 - Será que sou velha? Rsss Magina.. Rss


21. T.C.A.

Bom, Allan iria escrever esse post e iria se chamar “Minha estréia no TCA”, mas eu estou tão puta com o que aconteceu que não tive paciência de esperar. Era (como já deu para notar) a primeira vez que Allan iria ao teatro Castro Alves. Bom, ele já conhecia a sala do Coro, mas não a sala principal. Para os desavisados, o teatro em questão é o maior teatro da América Latina, contando com 1.554 lugares.

Pois bem, ontem, quando estávamos passando em frente, vimos que a peça “Vixe Maria, Deus e o Diabo na Bahia” estava em cartaz. Eu já havia assistido a peça, logo que estreou há uns três anos, e com o elenco original. Allan estava louco para assistir, pois eu sou uma fã de carteirinha do autor da peça (Sr. Dr. Cláudio Simões) e já tinha falado maravilhas do Autor e da peça. Decidimos comprar ingresso e irmos a noite. A primeira surpresa: não haveria lugar marcado. A segunda: já havia sido vendido 80% da lotação do teatro. E eram apenas 4 horas da tarde. Fofa da bilheteria alertou:

“- É melhor vocês chegarem cedo para garantir o lugar..”

E chegamos às quinze para as sete. A peça começaria as oito. Pense na visão do inferno! Gente que não acabava mais... Eu de pé ainda meio podre, não poderia nem pensar em correr (bom, nem de pé bom... Não me permito as essas demonstrações explícitas de falta de savoir affair...) Bom, tentei ficar na fila, fazendo de conta que aquilo não estava acontecendo... Quer piorar? Um monte de gente fazendo uma puta confusão em uma das portas (sim, porque haviam TRÊS portas até você conseguir entrar. E, na frente de cada uma delas, um funcionário do teatro TENTANDO arrumar e organizar a fila). A primeira confusão era porque o povo tinha comprado meia entrada e não tinha carteira de estudante! Barrado e “encaminhados” para pagarem a outra metade.

Depois de enfrentar as TRÊS portas e suas conseqüentes filas, vem a cartada final: abre-se uma rampa que dá acesso a sala de espetáculos. Aí o povo perdia qualquer possível sinal de compostura e saia correndo, derrubando que estivesse na frente, metendo mão na cara! Uma baixaria sem fim. Se fosse ao ar livre, eu diria que o Chiclete tava passando com o trio. E com participação especial de Ivete!.

Bom, conseguimos sentar e ficamos em um lugar que eu diria ser “de Deus” (leia-se passível de ver e ouvir o espetáculo). Claro que os microfones dos atores só eram ligados quando eles cantavam algo... Não faço a mínima idéia como o povo lá de trás ouviu algo... Por que ver, com um binóculo se dá um jeito... Mas ouvir...

Bom, salvando a noite, me restou a companhia sempre perfeita de Allan, e a peça que é realmente muuuuuito boa. Mas já me prometi: NUNCA MAIS TCA SEM LUGAR MARCADO!

O Diabo saiu ganhando nessa.


PS - Poxa... Senti falta de Diogo.. Pode contar a ele, viu Dja... Ninguém fez um Gabriel/ela como ele..

19. Dom de Iludir


Amigo Dja, deixo que Gal fale (cante) por mim...
Te amo.
Beijos

PS - Post com piada interna. Especial para Dja (óbvio...)

19. Amor

Estou devendo a mim mesma um post sobre amor. Não sobre paixão, mas sobre amor. Já tenho zilhões de posts falando de amizade, falando dos meus amigos (minha essência) e de meu amor por eles. Mas estou devendo um post sobre o amor deles e de todas as pessoas que conheço, por mim.

Amor e carinho a gente encontra quando menos espera. Demonstrações de amor podem vir de várias formas. Um grande amor que tenho, fez um filme com minhas fotos... Sei que é forma dele de me demonstrar o seu amor.

Tentando colocar ordem na minha bagunça hoje, encontrei um bilhete, que nem lembro mais porque guardei (coisas de virginiana mesmo...) E me lembrei que o amor é simples demais. Não há muito o que se escrever sobre ele. Apenas basta senti-lo. É simples como esse bilhete.

E se isso não é amor, desculpem, mas eu não sei o que que é não.

PS 1 - Tirei a assinatura do bilhete de propósito, mas eu sei que você vai lembrar dele. Te amo também, viu?

18. Não fui, não vou!

Pela primeira vez na vida tomei vergonha na cara e estou ouvindo o que os médicos me mandam fazer. Para quem não sabe, eu perdi minhas férias toda em cima de uma cama com o pé engessado! Castigo, dizem uns. Na verdade, lezeira minha mesmo...

Tirei o gesso na semana passada mas não fui a nenhum lugar. É isso mesmo! Para quem me conhece sabe o quanto isso foi difícil! Sabem o que é tortura maior do que perder as férias? É perder as férias e morar em Salvador! Pois é! Nada de Festival de Verão, de ensaios, de shows na praia... Nada de nada!!!!

O máximo mesmo que eu consegui fazer foi, graças a paciência da minha alma gêmea, fui assistir a algumas peças e fui comer carangueijo. Fora isso, NADA!!!!!!! E mesmo assim, isso só depois de tirar o gesso!

Bom, estou aqui me preparando para NÃO ir ao "abre-alas", às "Feijoadas", e a todos os shows anunciados em TODOS os outdoors aqui de Salvador. Mas já estou me preparando psicologicamente para NÃO sair no carnaval. Bom, se essa preparação psicológica não der certo, já encomendei com meu psiquiatra particular, Dr. Walmy, o meu rico Lexotan.

Então, por favor amigos, NÃO me perguntem como foi o meu verão, ok?


PS - Esse post vai especialmente para meu amigo Marshall, que insiste em dizer que eu e Allan sumimos na última semana! Só estamos tentando aproveitar um pouquinho. Pelo menos até onde o meu pé aguenta!