Ler


Porque ler tem que ser com prazer. Tem que ser com tesão. A um tempo atrás li "O Historiador" de Elizabeth Kostova e desde então sonho em ir conhecer a Romênia. Ela descrevia cada lugar que passava a história de uma forma tão apaixonante e envolvente que tudo o que eu pensava era pegar um avião para ver de perto aqueles lugares que eu já achava mágicos.


Outro dia, dando uma carona até o aeroporto a dois meninos super inteligentes (e divertidos!) um deles me perguntou se eu gostava mais de Raphael Montes (um autor brasileiro) ou Stephen King (O AUTOR!). Sem precisar pensar, respondi de pronto que era Raphael Montes. Só porque o cara é o "rei" (me utilizando o óbvio trocadilho), eu não preciso achar a escrita dele brilhante. E quem sou eu mesmo para dizer isso de um "rei". Ninguém mesmo. Sou só uma pessoa que gosta de ler. Que gosta de se perder no mundo das letrinhas. Mas a leitura, como eu disse no início, precisa me dar prazer!


Não é apenas o "o que vai acontecer" que realmente me interessa. É o "como a gente vai chegar lá". O "caminho" precisa ser tão dourado como a "linha de chegada". As vezes, como é o caso do Stephen King, para mim, a leitura se arrasta. Não é por ser muito descritiva que a leitura perde ritmo. O caso do livro da Elizabeth, por exemplo, ilustra bem isso. Tem páginas e páginas, letrinhas e letrinhas, somente descrevendo o cenário da Romênia. Mas existe algo que faz com que você viaje naquelas palavras. Voltando para a comparação inicial: nos livros de King, geralmente meus olhos pesam e querem se fechar; nos livros de Montes, os meus olhos teimam em não querer fechar, mesmo depois de horas de leitura e mesmo já passando de 1 da manhã.


Ler precisa ter um algo envolvente que eu nem sei explicar o que é. Li alguns livros do Ivan Santana, que escreve sobre aviação (assunto que especificamente nunca me interessei). Comprei um dos livros dele por impulso mesmo (estava tão barato…) e li em duas horas o livro todo. E olha que ele usa termos técnicos para descrever alguns dos problemas enfrentados pela aeronave. Ele "conta a história" de forma tão envolvente que quando termina você percebe que até aprendeu um pouco sobre acidentes aéreos e sobre como funciona algumas coisas nas aeronaves. Isso sem contar que tem toda uma carga emocional pois trata-se de acidentes aéreos verdadeiros, com a morte de muita gente (aquele acidente da GOL que se bateu no ar com Legacy; o da TAM que não desacelerou e acabou no galpão de cargas em Congonhas e um que caiu a 5 minutos de Orly, foram os que mais me marcaram). Claro que chorei muito, com direito a soluços. Isso só me deixou mais curiosa para comprar outros livros do Ivan. Já li e comprei todos os que consegui achar. Acho até que já aprendi um bocado sobre aviões. Só não aconselho a fazer o que eu fiz: comprei um na livraria do aeroporto e li no avião. O problema é que a capa era de uma queda de avião e se chamava "Perda Total". O pessoal me olhava feio no avião.... Não façam isso!



Mas se é para falar de emoção, lembro logo de "Esquecer o Natal". Um livro totalmente atípico de John Grisham. Esse é um autor que eu gosto bastante mas que fugiu completamente do seu estilo policial e escreveu essa comédia. Lembro que da primeira vez que li, o meu riso era solto e alto! A leitura era leve e envolvente. A alma flutuava durante a leitura e o riso dominava o espaço. Juro que várias vezes ri de chorar!


Então ler tem que ter essa magia envolvente. De você esquecer o tempo, o espaço, a realidade. Montes sabe fazer isso com perfeição. O primeiro livro dele - Suicídas - (que não foi o primeiro que eu li) fez comigo e com Kim (um menina linda de 15 poucos anos) a mesma coisa: a vontade loooooouca de gritar ao final do livro. Mas a gente não podia porque terminamos de ler de madrugada. A escrita de Montes tem uma fluidez tão grande que você não nota o quanto já leu. Lembro ainda que quando li um outro livro dele (Dias Perfeitos) tive a mesma sensação de uma outra pessoa amiga (Ionela): a gente não sabia se não parava de ler para saber como terminava, ou se lia devagarzinho para ficar mais tempo envolvida na história. E demos muitas risadas quando comentamos isso uma com a outra, pois a sensação foi igualzinha.




O importante é ler. Se a leitura for agradável e te envolver, melhor ainda. Se for chata (e  não for obrigatória!) deixe o livro e busque outro. Procure algo que te agrade. Se for gibi, que seja. Ler é o prazer de se envolver em outros mundos. É se emocionar. É se deixar levar por lugares e momentos que alguém criou só para te fazer feliz. E tem que ser, como eu disse, um prazer. E quer prazer maior do que saber que um dos melhores autores brasileiros tem 20 e poucos anos e ainda vai escrever muita coisa? Então, Mr. King, pode dar um tempo aí, e leia um pouco de Raphael Montes. Você vai ver o que é esquecer do mundo pois afinal você precisa saber o que vai estar na última página.


AH! Só respondendo a pergunta inicial, no diálogo que tive no carro: 


- Déa, quem é melhor: Stephen King ou Raphael Montes? 
- Oxe! Raphael Montes, é claro.


Mas, a parte do diálogo que não aconteceu, mas que eu adoraria:
- Por que?
- Porque o cara é FOOOOODA!

Pronto! É isso!

Update - Depois que minha alma gêmea leu meu texto, tentou me convencer a dar mais uma chance a Stephen King. Comprei "Carrie". O problema é que comprei também, no mesmo dia, "Vôo Cego" de Ivan Santana. Adivinha o livro que vou terminar daqui a pouco e qual eu não consegui sair ainda do primeiro capítulo...

The Red Shoes

Pouco tempo para muita coisa. Sem tempo até para atualizar o blog contando as outras coisas de Vancouver. Mas quando alguma coisa realmente tira meu fôlego, preciso registrar aqui. Conheci uma outra pessoa como eu que é apaixonada por cinema. Ele não viu algumas coisas que amo, mas já viu coisas suficientes que me fizeram acreditar que temos gostos parecidos (afinal, ambos temos bom gosto rss). Pois esta alma caridosa resolveu me emprestar alguns blublus. A maioria títulos que eu nunca tinha ouvido falar. Após confessada a minha ignorância, posso abrir o coração. Não tenho mais a coluna de cinema do Bem Resolvida, e por isso posso falar dos filmes que eu quiser simplesmente demonstrando a minha paixão por eles, sem precisar analisar a coisa de forma mais técnica. 


O filme chama-se "The Red Shoes". Lançado em 1948. É um filme inglês, mas não se tem dificuldade em compreender o inglês utilizado (não joguem pedras em mim, mas o inglês deles eu achei por demais americano!) Foi filma em technicolor e foi remasterizado (é assim que se diz, Sr. Raphael  Cachinhos?) em 2009 por ninguém menos que Scorsese (ok, pela empresa dele junto com a UCLA). Essa remasterização ou restauração é uma coisa perfeita! Nos extras do blublu tem o próprio Scorsese falando o quão complicado foi esse trabalho e mostrando inclusive as cenas antes e depois do trabalho feito por eles. Eu que já estava apaixonada por tudo que havia visto, fiquei mais ainda sem fôlego de ver aquela comparação incrível. A criatura já nos deu "Taxi Driver", "Cabo do Medo"e etc e etc e etc e nos presenteia também com essa restauração! IMPECÁVEL! Nosso senso de perfeição se modifica quando vemos a comparação mostrada pelo ele nos extras. 

O filme tem cerca de duas horas mas que se passam tão rapidamente que você se assusta. A última vez que tive essa sensação (de que o que eu estava assistindo tinha acabado de começar quando na realidade já haviam se passado um bom tempo) foi quando assisti Fernanda em seu monólogo, mas já falei sobre isso por aqui. Ok, ok, ok. Você vai dizer que eu sou suspeita porque eu gosto (e muito!) de balé. Tem realmente uma grande sequência de 15 minutos só de balé, mas está tão bem inserida no filme que não tinha condição de ser mais curta. E, como eu disse, você nem sente passar. 
 
A história do filme se confunde com a história do próprio balé que a protagonista estrela, e que dá nome ao filme. A vida imitando a arte, com é, na verdade, a vida. Não acredito que a arte imita a vida. A vida é que está sempre querendo ser mais bonita e imitar a arte. 



Nesse momento, estou feliz em não estar escrevendo para o Bem Resolvida, porque de bem resolvida, a protagonista não tem nada. Na verdade, é daquelas mulheres que só servem mesmo para lavar louça. E ainda deve quebrar os pratos... A personagem se chama Victoria Page, e pare de ler se não quiser saber dos spoliers... Não consigo deixar de colocar aqui vários deles, mas tou avisando... Pois bem, como eu dizia, alguém que tira a própria vida da forma que ela o faz, não sabe nada. Aliás, a personagem foi feita para a gente desprezar mesmo. A mulher tem a faca, o queijo, e ainda o pão, mas joga tudo fora... E a vontade de matar, de quebrar o pescoço da desmilinguida? Vamos brincar de ser burra mas não vale exagerar né? Ela errou quando largou a companhia... Consigo até perdoar, porque somos humanos e temos esse direito, mas persistir no erro daí já é burrice, tapamento, e o que mais você quiser dizer! Ah! Ela consegue ser mais burra ainda quando resolve se matar! Geeeeeente! Eu já ia fazer isso! Que bom que ela se mata, porque nos dá aquele final PERFEITO, onde o Boris (o dono da companhia de balé) resolve fazer o balé sem ela. A cena é primorosa. Perfeita. Irretocável... Mas, pensando bem, se ela não fosse assim tão retardada e burra, o filme não seria assim tão perfeito. Então tá perdoada!

E a vontade looooouca de mandar essa tapada assistir "A Star was Born" (com a Judy) para aprender as coisas... AAAAAAH! Vamos continuar que é melhor!


Em contra partida, temos o personagem do Boris Lermontov. Ele é o diretor/dono da Companhia de balé. Me lembrou vários diretores que eu conheço. E eu mais uma vez reverencio os mesmos. As vezes eu ouço um bocado de coisas de alguns amigos atores que dizem que não sabem como eu consigo "aturar" alguns diretores. Outros sempre me chamam para "negociar" com as diretores quando eles estão "surtados". Alguns diretores, por sua vez, me procuram as vezes simplesmente porque eu "resolvo". Não é que eu seja subserviente a eles. É que eu acho que compreendo as suas genialidades. Reverencio e tento entrar naquele mundo tão particular deles. Eles são gênios (pelo menos os que eu conheço), e, desta forma, eternos incompreendidos. Boris é um deles. É, para mim, o melhor personagem do filme. A forma com que ele convence a Victoria (protagonista) a retornar ao balé é foooooooda demais! Desculpem mas essa é a palavra! Aliás, o personagem é todo foda! Ainda bem que existem vários Boris na vida real. E que sempre exista pelo menos um perto de mim!!!

Desde a primeira cena onde ele quase não aparece, ficando escondido atrás de uma cortina no balcão do teatro, ele já mostra que é absoluto! A presença dele é tão marcante que chega a doer. Ele é inteligente, determinado, talentoso e sabe usar toda a sua inteligência focada naquilo que interessa. Ele não é um ser sem sentimentos. Ele é inteligente o suficiente para suprimir os sentimentos na hora que precisa e extravasá-los também no momento em que deve. E isso tudo é extremamente bem desenhado pelo diretor. Você não nota que essas coisas foram cuidadosamente montadas durante todo o filme. Só quando você desliga o blublu e começa a repassar as cenas mentalmente, vai notando o quanto o personagem é rico. Bem construido pelo ator que o interpreta (Anton Walbrook), o personagem é simplesmente alguém que não se pode deixar de admirar e, consequentemente, se apaixonar. Na verdade, me faltam adjetivos para ele. Eu gostaria de escrever mais e mais sobre ele... E ele nem precisava ser bonito, mas é.

O filme possue apenas dois "poréns". Naquela sequência de 15 minutos onde vemos o balé The Red Shoes, fiquei um pouco decepcionada pela quantidade de efeitos utilizados. Eu ficaria mais feliz se, por exemplo, ela realmente colocasse as sapatilhas vermelhas no lugar de um efeito colocar... Como eu disse, muitos efeitos. Acho que se fosse mais "palco" e menos efeitos, ficaria muito mais bonita toda a sequência. 

Outro "porém" é a personagem de Irina Boronskaja. Ou melhor, a atuação da atriz que a interpreta (Ludmilla Tchérina). Realmente não sei dizer se aquilo tudo foi marcação do diretor (eu aqui rezando que sim!) ou se ela é ruim mesmo! TODAS as cenas dela são muito exageradas. Ela parece sempre que está em um teatro e não fazendo um filme. Fui pesquisar e vi que ela além de bailarina, é/foi realmente uma atriz russa com muitos trabalhos, principalmente para a TV russa. Eu prefiro acreditar que o diretor colocou aquele tom teatral nela de propósito para fazer um contraponto qualquer, com qualquer outra coisa que eu, embevecida pelo filme como estava, não consegui enxergar. 

Nunca assisti ao "Cisne Negro". Vou fazê-lo em breve. Mas já sei que nada seja como essas sapatilhas rubras. Minha alma já está naquele palco. E em qualquer outro que esteja Boris.


Por fim, meus agradecimentos a pessoa que me emprestou o blublu. Aprendi muitas coisas com o dono desse BluRay. Posso não ser amiga dele, mas já aprendi a respeitar. Ele é jovem, mas quem disse que idade cronológica tem alguma coisa com idade de alma, inteligência emocional, bom gosto e conhecimento da 7a. arte? Esse menino tem tudo isso. E tem muito mais! E eu vou ficando por perto, porque não sou boba e tenho ainda muuuuuuito o que aprender! Ah! E um obrigada nunca é demais. OBRIGADA (pelo blublu e pela paciência comigo!)

PS - Tava querendo copiar aqui alguns diálogos (impagáveis!) do filme, mas são tantos que prefiro só deixar o link do IMDB com eles. Clique aqui. Já li 500 vezes!

UPDATE - Escrevi esse texto sem nenhuma revisão. Só com o coração mesmo. Cometi alguns erros, apenas alguns perdoáveis. Cometi um que JAMAIS poderá ser perdoado e que só demonstrou que eu nada sei. Peço desculpas a quem já leu e me apontou esse erro. No mais é agradecer porque se vocês apontaram o erro é porque vieram até aqui ler. Que bom que ainda tenho leitores e atentos! Feliz com isso.

UPDATE 2 (a missão) - Lembram de quem me emprestou o blublu? Arrasou nos comentários que fez sobre o filme. Mesmo tendo ideias contrárias as minhas, ele as colocou de forma super lúcida e sem nunca diminuir minha opinião. Gosto desse respeito. O cara é bom. Muito bom mesmo!

Voando para Vancouver

Destino: Vancouver (British Columbia, Canadá)
Motivo: Trabalho

 Algumas considerações sobre o Canadá. Eu já disse aqui anteriormente que o Canadá (ou pelo menos Vancouver) é picolé de chuchu (não tem gosto de absolutamente nada), mas para você que é teimoso e quer ir mesmo assim, algumas coisas sobre Vancouver.

Eu moro em Salvador, e não tem vôo direto para Vancouver nem para nenhuma outra parte do Canadá. Se você tiver um visto dos Estados Unidos, pode tentar uma passagem aérea via EUA. Mesmo que seja só uma escala, você precisará ter um visto válido para os EUA. Se você não tiver, o jeito é ir para São Paulo e pegar um vôo da Air Canada para Toronto. Interessante que o avião que faz o trecho Guarulhos / Toronto é um Boing 767-300; já o trecho Toronto / Vancouver é feito por um Boing 777-300 ou Airbus A320. Estes dois últimos são infinitamente mais confortáveis do que o primeiro, que é o que faz o maior trecho. Não, não me perguntem o motivo, mas você passa cerca de 10 horas naquela latinha de sardinhas... Todo apertadinho (a menos que vá de executiva... mas isso é uma outra conversa. Fica para a minha próxima encarnação...) Pelo menos o entretenimento a bordo é bem legal. Os filmes são bem atuais e possui também clássicos que você vai adorar assistir de novo. Desta vez, entre outros, assisti "Meia Noite em Paris" para fazer o vôo passar mais rápido, achando que eu estava indo para Paris.

O catering da Air Canada não é dos melhores. Eu diria que é apenas aceitável. Acho melhor levar algo a mais para ir beliscando. Tive um monstrinho/aluno que pediu e conseguiu ser servido três vezes no jantar e no café da manhã. Não acho que mereça bis, nem mesmo que você esteja com fome. Tive uma queda de pressão que acredito que tenha sido por demorar muito entre uma alimentação e outra. Fica o aviso: leve algo para comer. 

Nos vôos domésticos da Air Canada o catering é pago. E só aceitam cartão de crédito. Com o IOF aqui no Brasil lá no céu (6,38%), não acho legal você estar pagando lanchinho com cartão de crédito, não é? Guenta mais um pouco e deixa pra comer no próximo aeroporto, ou capricha no lanche que você vai levar. Além disto, esses vôos domésticos possuem também filmes a bordo, mas vale lembrar que neste caso você deve utilizar o seu fone de ouvido, ou comprar a bordo. Também só é vendido por cartão de crédito.

A folhinha do Canadá. Nunca soube o nome...

No próximo post falo do que tem para ver e fazer em Vancouver.

Transporte em Vancouver

Local: Vancouver (British Columbia, Canadá)
Motivo: Trabalho

Acabei de chegar de Vancouver. Aos poucos, a medida que o meu tempo permita, vou escrevendo um pouco sobre a cidade. Vou começar por um ponto mega positivo de lá: o transporte público. Aliás, o trânsito lá é meio louco... Os cruzamentos são estranhos, mas como não há nenhuma necessidade de alugar um carro, não vamos nos preocupar com isso.

Bom, o transporte lá se divide em Skytrain (metrô), ônibus e Sea Bus (um catamarazinho para atravessar a baia). O Skytrain possui apenas três linhas interligadas entre si. Mas existem em várias estações baias de ônibus, ou seja, você está sempre bem servido. Vancouver é dividida em várias outras "cidades" ou bairros. Cada um deles forma uma zona específica de transporte público. Dentro de uma mesma zona você circula (obviamente!) com um bilhete de zona 1. Se for de uma zona para outra, então precisa de um bilhete de zona 2. Se for passar por 3 zonas, um bilhete de zona 3 e assim sucessivamente. 

Minha galera no Skytrain

O centro da cidade (downtown) fica dentro da zona de "Vancouver". Se você ficar em Burnaby, Richmont ou North Vancouver (outras "cidades") deverá usar o bilhete de duas zonas para ir para o Centro da Cidade. 

Você deve comprar ou validar o seu bilhete no primeiro transporte que for pegar. A partir deste momento, ficará registrado o tempo de validade daquele seu bilhete (uma hora e meia). Você pode pegar quantos transportes públicos quiser com esse mesmo bilhete dentro deste prazo.

Tudo é  muito organizado e limpo. E os horários são cumpridos. Não tão rigorosamente como na Inglaterra, mas nada que mereça sem mencionado.

Nos ônibus  você deve pegar uma tabela de horários que lhe informará até que horas o seu ônibus circulará. O Skytrain funciona até 1 da manhã, mas sempre verifique.

Se o seu primeiro transporte vai ser um ônibus, tenha moedas pois os ônibus não aceita cédulas. Se for o Skytrain, todas as estações possuem máquinas que você pode comprar o seu bilhete com cédulas. Se você utilizou um bilhete de apenas uma zona e quer ir para outra zona, essas mesmas máquinas lhe dão a opção de acrescentar tarifa (add fare). Você coloca o seu bilhete de uma zona e paga a diferença nesta máquina, que lhe dará um bilhete de duas zonas. Essas máquinas também aceitam cartões de débito e crédito.

Luana pensando na vida no Seabus

Existe um linha de Skytrain que sai do aeroporto e vai até a estação Waterfront, onde você pode pegar uma outra linha para qualquer outro lugar, ou mesmo um ônibus. Tudo muito simples, embora as placas não sejam tão claras de inicio (elas colocam "eastbound" e "westbound" para saber que direção você vai tomar). Se você estiver chegando em Vancouver pela primeira vez, não vai saber para que lado é "east" ou "west". Mas gaste um tempinho vendo os mapas espalhados pelas estações que você rapidamente se orientará.

Outra coisa importante: guarde o seu bilhete devidamente validado durante todo o seu tempo de transporte até o seu ponto final. Você poderá se solicitado a mostrá-lo por agente da companhia de transporte ou até mesmo por policiais. Se não estiver com ele, se prepare para a multa, ou coisa pior....

Quanto a valores, é melhor dar uma olhada no site da translink porque isso pode mudar (desta vez - julho 2014 - o bilhete de uma zona estava por U$2,75 e o de duas zonas U$4). Existem possibilidades de se comprar o passe mensal, que sai muito mais em conta, ou bloquinhos com 10 passes, que sai um pouco mais barato do que ficar comprando por unidade.

Ah! Mais uma. Você pode também optar em comprar uma passagem em um ônibus chamado '"Hop in, hop off". É aquele famoso ônibus que quase todas as cidades turísticas possuem, onde você paga uma passagem única e circula a cidade, podendo descer e subir do ônibus quantas vezes quiser. Esse ônibus você pega bem próximo a estação Waterfront, e um lugar chamado "Canada Place". Lá existem várias opções turísticas diferenciadas que você pode fazer (tipo passear em um hidroplano...) Tudo vai depender de sua disposição e do seu bolso.

Bom, em breve conto mais coisas de Vancouver... Aguarde...

Fringe

Local: Curitiba (Paraná, Brasil)
Motivo: Trabalho


No último final de semana fui a Curitiba participar da Mostra Baiana no Fringe. O Fringe é (atualmente) o maior festival de teatro do Brasil. A Bahia participa da mostra principal, mas a nosso riqueza cultural é tão grande que desde o ano passado a Bahia participa de forma muito mais ativa, com uma mostra só sua. Este ano a curadoria foi de Lázaro Ramos e contou com 8 espetáculos. Eu estava na produção de um deles (Entre Nós).

Meus meninos de ENTRE NÓS passando a luz.

Pela primeira vez voei pela Azul e amei! A empresa conta com Comissários para lá de atenciosos! O catering não é maravilhoso, mas pelo menos ele existe! Sistema de video individual, com boa programação. O meu vôo teve uma escala em Congonhas, mas mesmo nessa escala, tudo foi rápido, com muita eficiência.

A volta foi pela Avianca. O catering foi um pouco melhor que o da Azul, mas tudo muito simples também. O sistema de vídeos não era individual e a tripulação não era tão atenciosa quanto na Azul, mas nada a reclamar também. Fiz uma conexão em Brasília. O caos tomava conta por causa das obras no aeroporto. Muitos vôos, e quase tudo feito através de acesso remoto. Estava tudo tão confuso que o sistema de som era quase que ininterrupto. Rezemos para que isso tudo termine logo.

O aeroporto de Curitiba fica um pouco distante do centro da cidade, então se programe para essa demora. O trajeto é sempre bem engarrafado, segundo nossa guia, Thelma, que estava responsável pela equipe de "Entre Nós" e de outras equipes da Mostra Baiana. Realmente, demoramos cerca de 1 hora até chegar em meu hotel, e com pouco engarrafamento. A volta foi um pouco mais rápida porque foi as 7 da manhã, mas não arrisque. Saia cedo!


Curitiba é muito limpa. O transporte público incluído nisso aí. Mas é uma cidade grande no Brasil, e isso significa que é violenta. Segundo os taxistas locais, é muito violenta. Eu acredito que é violenta, mas como qualquer outra cidade brasileira. Tenha os mesmos cuidados que você teria em sua cidade (não sair sozinho, não entrar onde não conhece, não descuidar de objetos pessoais, etc e etc). Aliás, os taxistas foram todos muito atenciosos e sempre nos deram boas dicas. 




Se quiser andar de ônibus, também rola. O sistema é ótimo e eficaz! Ficamos encantados em ver que o ônibus sempre parava do lugar certo para o encaixe na plataforma. Imaginamos que se fosse aqui, o ônibus, além de não acertar o encaixe, iria facilmente levar a plataforma junto... Essas estações funcionam super bem e são super ventiladas e até refrigeradas. Tudo muito limpo e organizado! Show de bola!

Como já acontece em algumas capitais, existe um ônibus de turismo que te leva aos principais pontos de interesse da cidade. Custa R$ 30,oo e você paga diretamente ao motorista. Você pode deixar o ônibus e voltar a pegá-lo por até 4 vezes. Ao efetuar o pagamento, você recebe os tiquetes que te dão esse direito de novo embarque. Passam a cada 30 minutos. Bom, não conseguimos pegar esse ônibus porque passou lotado, mas, se você está a passeio (e com mais tempo que nós que estávamos trabalhando) pode esperar e pegar o próximo, ou então (já que tudo é festa), pegue esse mesmo que esteja cheio.



Com a nossa falta de tempo, escolhemos ir somente ao Jardim Botânico. Se você está a passeio, vá com tempo e relaxe por lá. É extremamente limpo! Um grande verde no meio da cidade. A estufa que fica ao centro do Parque é o ponto que identifica Curitiba. Não espere muita coisa. É verde e limpo. Não está mal cuidado, mas também ainda falta muito para ser um parque perfeitamente cuidado. Falta poda e cuidados com ervas daninhas. A estufa também é um grande engodo... É mais bonita na foto mesmo... Dentro é extremamente sem graça, com plantas amontoadas... E o piso é horrível de se andar... Bom, vá lá para descansar a sombra, ou só para tirar fotos nesse que é o emblema de Curitiba. Pronto! Já é o máximo que você vai conseguir. 



A rua 24hs ficava bem perto do nosso hotel, então resolvemos dar uma andadinha por lá. 

É bonitinha, como vocês podem ver, mas é só isso mesmo. Tem uma parte de alimentação bem legal (inclusive com Subway)

Meus meninos se divertindo em um café da Rua 24hs
Em dois dias você consegue conhecer tudo. Saia em uma sexta a tarde (voos da TAM ou GOL saem de Salvador a tarde e chegam as 22hs) e volte na segunda de manhã. Dá para conhecer tudo sem problema. No aeroporto existe ainda aquele serviço de ônibus tipo executivo que te leva até o centro. Super barato (R$ 12,oo) mas o trajeto é restrito, parando apenas em poucos pontos. Verifique se seu hotel fica próximo ou então pegue um taxi, principalmente se chegar a noite. Clique aqui e veja o trajeto do ônibus. Só para lembrar, existe um site que te ajuda a calcular o valor da tarifa de taxi do aeroporto até o seu hotel (e dentro da cidade). Claro que os valores são apenas uma ideia para você. Sempre calcule pelo menos 10% a mais do que o valor dado pelo site. O site é o Taxi Fare Finder. Infelizmente a cidade de Curitiba ainda não está coberta pela site, mas deixe ele anotado aí porque sempre é bem útil.

Bom, como eu já disse, eu estava trabalhando. A viagem foi rápida e só tenho essas dicas mesmo. Deixa para a próxima...

PS - E como eu estava trabalhando na Mostra Baiana no Fringe, aproveitei e cliquei o espetáculo "O Circo de Soleinildo" de Vitória da Conquista.




Mais um destino


Destino: Vancouver (British Columbia, Canada)
Motivo: Trabalho

Bom, não será o próximo destino, mas será em breve, então vamos logo escrever um pouco sobre ele. 

Eu já tinha decidido há tempos que não ficaria aqui durante a Copa. Mas como Deus sempre está ao meu lado, providenciou que eu não pagasse essa viagem. A escola onde eu trabalho vai enviar um grupo de alunos para um rápido intercâmbio em Vancouver, Canadá, e eu vou acompanhando eles. Bom pra mim! Bom não: perfeito!

E começamos os preparativos para essa viagem tirando o visto. O visto para o Canadá é um dos mais simples. E, recentemente, eles facilitaram mais ainda. Agora, o seu visto terá a mesma validade que o seu passaporte.

Não existe entrevista. Você pode contactar qualquer agente de viagem, preencher um ficha (com dados básicos), anexar seu passaporte e duas fotos 3x5 e enviar para o Consulado do Canadá que fica em São Paulo. Eles levam cerca de um mês para enviar seu passaporte de volta com o seu visto. Se você for um cara muito sem sorte, eles pedirão complementação de sua documentação, por isso solicite o seu visto com um bom tempo de antecedência, caso algo dê errado. Entre taxa consular, despachante e custos com o correio, você deve gastar cerca de R$ 700,oo (valores de hoje). Claro que se você estiver em São Paulo, pode ir direto lá com os documentos e economizar um pouquinho.

A documentação é a mesma de sempre: contra-cheques, extratos bancários, declaração do imposto de renda, certidões de casamento e de nascimento de filhos. No formulário que vai preencher, deve constar ainda todos os dados de seus irmãos (achei esquisito, mas é isso aí...) e pais (nome completo, data de nascimento, profissão e endereço).

Se você for estudar, além desses documentos básicos (que comprovam que você tem dinheiro para pagar sua viagem e se sustentar no Canadá no período que estiver lá e que tem vínculos que lhe prendem ao Brasil), precisará apresentar também uma carta de custódia, que é emitida pela instituição onde você estudará. Esse documento, a própria agência que está tratando do seu intercâmbio providenciará. Se você está em busca de uma agência legal, procure a ETC. Aqui em Salvador a dona se chama Thais e é maravilhosa!

Por enquanto é o que tenho sobre os preparativos. Mas não esperem muita coisa do Canadá não... Já estive em Vancouver e é picolé de chuchu...

(Se quiser ler mais sobre outros tipos de visto para o Canadá, dá uma olhada na página da Embaixada deles aqui na net: Embaixada do Canadá no Brasil)

Morro de São Paulo

Destino: Morro de São Paulo (Bahia, Brasil)
Motivo: Descansar

Morro em Salvador há tanto tempo e pouco vou a Morro de São Paulo. O lugar é bonito. As praias são muito mais bonitas do que qualquer uma do Ceará, mas nunca registrei nada sobre o local. E como tudo tem uma primeira vez, vamos lá.

Um amigo saiu de férias e decidiu passar um final de semana em Morro de São Paulo, já que estava proibido pelo médico de pegar avião. Me chamou e eu fui.

Não há muito o que planejar para ir para Morro de São Paulo. Mesmo se você não fizer qualquer reserva, vai conseguir chegar lá e arrumar hospedagem sem muitos problemas (desde que não seja em datas festivas como Carnaval, Ano Novo...)

Existem duas formas de você chegar em Morro: a mais longa e a mais curta.

Na mais longa (e mais barata), você pega um ferry boat no terminal de São Joaquim (cidade baixa), de lá pega um ônibus até Valença e então um dos barcos até Morro de São Paulo. Outra opção é pegar uma lancha, no lugar do ferry boat, até Mar Grande (esta lancha você pega no terminar marítimo de Salvador, que fica em frente ao Mercado Modelo). De Mar Grande, um ônibus até Valença. Esse trajeto todo não leva menos de 4 horas.

Se estiver com o bolso mais mais cheio pode pegar um catamarã também no Terminal Marítimo. Custa mais caro que a opção anterior mas te leva direto para lá. A empresa Bio Tur faz essa travessia e você pode fazer reserva on line. A travessia é dentro da baia de todos os santos, mas nem por isso significa que sempre será tranquila. Se seu estômago não é muito bom para o mal del mer (como diria Poirot) tome algum medicamente antes. Para mim o melhor lugar de viajar é na frente do catamarã, mas significa que você chegará absoluta e totalmente molhado. O mar bate o tempo todo, mas a vantagem é que além de fotos fantásticas, o enjôo não bate. 

 (Farol da Barra e Edifício Oceania)

(Salvador, visto do Caramarã)

A viagem de catamarã dura entre 2 e 3 horas, a depender de como esteja o mar. Você chega em Morro e ao desembarcar precisa pagar logo uma taxa de R$ 15,00 reais que é de preservação ambiental. De cara, tem uma ladeira enooooorme para subir. Se a preguiça for grande, pode contratar um "taxi".  Esses "taxis" são carrinhos de mão que levam suas malas para onde você quiser.

(Olha a ladeira que você enfrenta logo de cara)

Morro de São Paulo é uma ilha. Carro é proibido. Até mesmo bicicletas são proibidas na maior parte da ilha. Você vai a todo lugar a pé. É uma delicia! Só não é tão bom assim quando você dá de cara com uma cobra no meio da rua... Não passei por isso, mas meu amigo passou, e eu posso garantir que não foi uma experiência nada, nada agradável meeeeeeesmo!

Subindo a ladeira você chega a igreja do local. Colocaram um neon vermelho na porta, mas eu não quero ser herege e não contarei o que pensei quando vi... A igrejinha é bem normal... Não é feia, mas também não tem qualquer atrativo.

 (Igreja por fora)

(E por dentro)

Pronto! Você já está na ilha. Pode começar a escolher onde quer se hospedar (mas pode fazer a sua reserva antes, on line mesmo). Hoje, a ilha tem tudo. Até wifi nas pousadas. Se estiver chovendo toda a água do mundo e você ficar com preguiça de sair, pode assistir Doctor Who na Netflix sem problemas. Celular e seu seu 3G funcionam normalmente. Você não estará desconectado.

Opções de restaurantes também não faltam. Todo tipo de comida (e preços). Comemos e recomendamos o "Ponto G". O restaurante pertence a italianos, então a massa é maravilhosa. Alias, só peçam massa. Pedimos filé e nos arrependemos. O tempero estava ótimo, mas a carne meio dura. Mas as massas são perfeitas. Pode pedir qualquer uma.

Na praça principal (e única...) a noite (quando o mundo não está se acabando em água) existem algumas barraquinhas de artesanato, de bebidas (batidas e roskas com quase todas as frutas do mundo), e beiju. Nesta praça ainda existem dois casarões. O mais famoso deles hoje é uma pousada, mas não se arrisquem nela. Apesar da posição privilegiada, a sujeira toma conta, então não se hospede ali. O outro casarão virou uma pizzaria. O preço é bom, e a depender de sua fome, a pizza também. Esses dois casarões ficam na praça, logo ao lado do portal que você vê abaixo. Essa é a entrada para a Rua da Fonte, também conhecida como Fonte do Imperador. Tem esse nome, como você pode imaginar, porque lá o nosso Dom Pedro tomou banho com sua amante, Domitila de Castro (a famosa Marquesa de Santos... - Agradecimentos a Dja que me lembrou o nome dela).



A Fonte em si é horrível, mas o som de água corrente é sempre uma delicia. Várias pousadas por lá também. Se tiver sorte, fique em uma em frente a fonte. Acredito que deve ser muito bom dormir ouvindo aquele som.

Hoje em dia todas as ruelas são pavimentadas. Quase uma Praia do Forte, mas sem tanto glamour. Um lugarejo agradável (se não fosse a porra da cobra!!!!!)

Bom, o meu final de semana foi com muita, muita, muita chuva. Mas nem por isso deixou de ser gostoso e "emocionante". Nosso quarto foi invadido por um animalzinho desconhecido e obediente: quando dissemos "fora", ele saiu. Tentamos tirar foto mas não conseguimos. Ou melhor: até conseguimos mas ficou feia:


E nem dá pra saber que bicho é...

A chuva ajudou muito a gente porque Morro de São só tem praia... E praia caaaaansa... Então, chovendo, a gente teve que descansar um pouquinho... Olha o toró (visto da nossa varanda):


Em nossas andanças, descobrimos que tem em teatro em Morro. E até ia ter uma apresentação, mas a chuva não deixou a gente ir ver a apresentação. Apesar de termos encontrado o Teatro, não achamos a famosa Pousada "Escorregue no Reggae". Mas registramos o teatro e uma das placas indicativas da Pousada. Aliás, vale lembrar que existem também vários Hostels muito bonitos e bem equipados (mas antes de se empolgar, lembre-se que no hostel o banheiro é coletivo e não tem frigobar no quarto. Desculpe, mas estou velha e esses pequenos confortos fazem a diferença para mim).



Para sair de Morro de São Paulo, volte ao mesmo lugar onde chegou. Existem ruínas de um velho forte, mal cuidado e ótimo para fumar maconha (até porque esse é o esporte mais praticado em toda a ilha). Fique lá curtindo uma sombra até o horário do catamarã ou vá ao Hotel que fica lá, beber uma água (mas não se hospede. Apesar de ser muito bom, você teria que subir aquela ladeira terrível cada vez que quisesse fazer algo na ilha e isso não é de Deus).

Por fim, se você gosta de praia, tem algumas... E são bonitas. Mas eu queria mesmo era ficar com meu amigo.







PS - Será que Glória Valadares agora descobre quem foi comigo pra Morro de São Paulo?

Postagem de carnaval


Meu carnaval teve um pouco de tudo: mão queimada, série de TV, viagem (planejamos o lugar e fomos parar em outro), livros maravilhosos, música (afinal é carnaval...), gripe foooorte, e até mesmo o início do planejamento da viagem do fim do ano. Para mim, tudo perfeito!

Uma última reflexão de final de carnaval: encontrei um blog chamado Andarilhos do Mundo e me apaixonei. Eles tem uma alma de viajantes, como eu. E, diferente de mim, viajam demais! Queria ter a disponibilidade deles (e o dinheiro também!) para viajar tanto assim. Eles possuem textos fantásticos como por exemplo a diferença entre Viajante e Turistas. Em outros textos eles simplesmente mencionam coisas que eu já defendo a tanto tempo e que nunca encontrei adeptos (tipo: não suba na Torre Eiffel e sim na Notre Dame). Eu ia lendo e me reconhecendo. 

Que bom que eu não a única. Mesmo sem ter encontrado companheiros como eles (que pensam  o ato de viajar da mesma forma que eu), vou seguindo meu passinho. Indo quando dá para ir, mas indo. Preferindo não ter sofá na sala para juntar dinheiro para a passagem do fim de ano. Escolhendo dois dias em NY do que uma semana em um resort em Maceió. Um semana em Paris do que o Carnaval em Natal. 

E a vida segue em frente, até o próximo embarque.

Fotos 2013

Ainda não tive tempo (leia-se dinheiro) para mandar imprimir, porque não quero uma única cópia. quero fazer algumas cópias para algumas pessoas, e dar para umas e não para outras, não acho legal. Por enquanto, fico só com a versão digital.

Só com a lua


Eu tive um dia cinza. Mas era só uma nuvem. Ela foi embora tão rápido quanto chegou.

Mas o sol durou pouco. Agora o inverno já se instalou. Ele vai ser longo e frio. E meus dias serão cinzas. E as noites mais escuras ainda.

E só a música para trazer a cor de volta. Mas, não consigo esquecer que sonhar não dá em nada. E volto a caminhar, sem música, só com a lua. Como nunca deveria deixar de ter sido.